A partida inesperada de Maria João Abreu no passado dia 13 de maio, aos 57 anos, ainda está bem presente na memória de todos os que com ela privaram, fosse a nível pessoal ou profissional. Este sábado, 10 de julho, Vítor Silva Costa foi o convidado de Daniel Oliveira no programa Alta Definição, da SIC, e recordou o dia em que a atriz se sentiu mal nas gravações da novela A Serra.

“É tudo muito recente. Acho que quem a conhecesse ou não sabe que a João era de toda a gente”, começou por dizer o ator. “Estava ao lado do camarim dela quando aconteceu, no dia 30 de abril, e estava no mesmo estúdio quando soube da morte. Ouviu-se um grito muito forte e eu estava a entrar no camarim nessa altura. O [Mata] e a Carla [Andrino] imediatamente se aproximaram… A João ficou ali, ainda consciente e tudo mais. Nós sentimos, na altura, que alguma coisa não estava certa e, de repente, as coisas começaram a descambar”, prosseguiu emocionado.

“Nunca senti um silêncio tão arrebatador”

“Nunca senti um silêncio tão arrebatador como senti quando a João partiu de ambulância. De repente, olhei para as 50 pessoas da equipa e estava toda a gente a olhar uns para os outros com empatia e com medo. E isso foi o que me assustou. O medo da perda e do problema. Nós unimo-nos todos à volta disso. Isto é mais ou menos privado, mas a Carla Sá criou um grupo no WhatsApp em que todos os dias nós criávamos uma corrente de amor para a João a partir do momento que ela saiu do estúdio. Ainda hoje continuamos a fazer a mesma coisa e vamos continuar a fazer por muito tempo”, acrescentou.