Mário Jardel foi um dos grandes nomes do futebol português no final da década de 90 e início dos anos 2000. Com passagens pelo Futebol Clube do Porto, Sporting Clube de Portugal e Beira-mar, o ex-futebolista foi quatro vezes campeão nacional no nosso país e, em seis épocas, foi cinco vezes o melhor marcador da primeira liga. Em 185 partidas, marcou 186 golos. Porém, os problemas com álcool e drogas acabaram por ditar o fim precoce da sua carreira.

Numa entrevista concedida a Júlia Pinheiro, divulgada esta quinta-feira, 14 de janeiro, no programa das tardes da SIC, a ex-estrela do futebol recordou este período conturbado da sua vida. Uma fase que surgiu na sequência de uma depressão motivada pelo fim polémico do seu primeiro casamento e da não convocatória para o Mundial de 2002 pela seleção do Brasil.

"É uma coisa que eu não aconselho a ninguém", afirmou, lembrando o período em que começou a consumir cocaína no Brasil e ainda o pedido de ajuda na TV Globo.

"A dependência era uma luta diária[...] Sentia ressaca moral, emocional [...] Às vezes tinha vergonha de mim mesmo", confessou.

Muitas vezes era assolado pelo pensamento: "O que é que eu estou a fazer?". "Hoje procuro errar o menos possível para que eu possa viver num espirito todos os dias bem bonitinho", referiu.

"Ao passar esta imagem são muitas as pessoas que te julgam. Mas a minha história ninguém vai tirar. Essa história de ser o único brasileiro com duas botas de ouro, cinco vezes melhor marcador do campeonato português. Isso ninguém vai tirar e graças a Deus eu consegui tirar esse vício da minha vida", confidenciou, destacando a ajuda médica e o papel da Igreja na sua reabilitação.

"Todos os dias peço a Deus que o amanhã seja melhor", completou.