Foi precisamente há um ano que Ângelo Rodrigues viveu umas das fases mais difíceis da sua vida. O ator deu entrada no Hospital Garcia da Orta, em Almada, com uma infeção grave na perna esquerda, chegando a estar em risco de vida. Esteve internado durante dois meses, foi submetido a diversas cirurgias e, após a saída do hospital, enfrentou um longo e duro processo de recuperação, que vai ser retratado, em breve, na SIC através de um documentário.

Esta segunda-feira, 7 de setembro, Ângelo Rodrigues esteve no programa Alô Portugal onde levantou um pouco do véu do que aí vem, aproveitando para recordar o período em que esteve hospitalizado.

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“Eu dei entrada no hospital com uma infeção generalizada, uma septicemia”, começou por contar.

“Tinha uma infeção, sentia a parte exterior da minha perna mais inchada e era uma coisa que vinha piorando ao longo dos dias, ao ponto de eu quase não conseguir andar. Não estava a perceber, de facto, o que se passava. Dei entrada no hospital e depois de me fazerem as análises, viram que eu estava completamente desregulado e tive logo que dar entrada nas urgências para ficar internado”, continuou.

Reprodução Instagram, DR

O estado de saúde do ator inspirava cada vez mais preocupações, chegando este a entrar em coma induzido. Há uma semana da minha vida da qual eu não me lembro. São precisamente os três dias que antecedem o hospital e os quatro dias em que eu estive em coma. Portanto, essa semana da minha vida teve que ser reconstruída como um puzzle através das pessoas que privaram comigo”, recordou.

“Esse vazio existencial é uma coisa que ninguém deseja. Ainda por cima com uma experiência de quase morte. Portanto, óbvio que é do meu interesse perceber o que é que aconteceu… Foi tudo, de facto, tão rápido que quando dei por mim estava a acordar do coma e depois foi gerir o trauma e perceber se eu teria, de facto, primeiro, sequelas físicas e depois psicológicas”, frisou.

Já no que diz respeito ao contacto com o exterior, durante as primeiras três semanas de internamento não foi permitido a Ângelo Rodrigues estabelecer qualquer contacto. Entretanto, numa segunda fase, foi o próprio que optou por não receber informações do mundo exterior.

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"Passado umas três semanas, disseram-me que eu já poderia estar à vontade se eu quisesse contactar o exterior, estar em contacto com amigos e familiares e foi opção própria eu não ter o telefone durante todo o internamento. Portanto, eu não tive qualquer contacto com a internet, revistas ou com o que quer que seja durante todo o tempo em que eu estive internado. Essa foi a melhor coisa que eu fiz [...]Como estava visivelmente debilitado e a tratar de um renascimento, que fosse um renascimento saudável e com os pés assentes na terra”, rematou.

Agora que se encontra recuperado, Ângelo Rodrigues está de volta ao mundo da representação. O ator integra o elenco da quarta temporada de Golpe de Sorte, na SIC, cuja estreia está marcada para 14 de setembro, e prepara-se para regressar ao teatro com a peça a Ratoeira, que estreia esta quinta-feira, 10 de setembro, no Teatro Armando Cortez, em Lisboa.

Veja a entrevista completa no vídeo acima!