Sofia Lourenço

Alexandra Lencastre regressou à SIC com o novo programa ‘Irresistível’, na SIC Mulher. Apesar de uma longa carreira em televisão, tanto como atriz, como apresentadora, Alexandra não esconde o nervosismo antes das câmeras começarem a gravar, mas assim que o realizador diz “está no ar”, mostra o porquê de ser uma das mulheres mais carismáticas da televisão portuguesa.

Divertida, ousada e perspicaz, é assim que se mostra no programa, uma vez que, tal como revelou ao site do Fama Show, não consegue “criar uma persona para interpretar o papel da entrevistadora”.

Apesar disso, existe um lado mais frágil em Alexandra que esta não esconde e explica porquê: “Como apresentadora, o julgamento exterior é feito à minha pessoa e não a uma interpretação que eu faça de um papel. Mesmo que eu tenha uma crítica dura a uma interpretação eu posso aprender e perceber que a pessoa tem razão, estas críticas que se fazem nas redes sociais magoam-me muito, nunca aprendi a criar uma armadura que me defendesse”.

Irresistível - João Baião é o primeiro convidado de Alexandra Lencastre

“Acho que as pessoas tendem a fixar-se numa imagem e num paradigma que já não existe, mas acho que, conforme vou envelhecendo, as pessoas têm feito as pazes com essa imagem que tinham e têm-se concentrado um bocadinho mais no facto de eu ter vivido sozinha muitos anos e de estar sozinha. De ter criado duas filhas e de nunca ter parado de trabalhar. Acho que começam a ter outro olhar sobre mim… até porque aquela época dos grande decotes foi uma fase que passou e estava relacionada com os trabalhos que fiz nessa altura” contou, revelando alguma empatia por quem a julga. “É um bocadinho injusto mas eu também faço isso, porque não conheço a pessoa, não sei o contexto, não vi a origem. O público também não é obrigado a estudar e conhecer o nosso currículo portanto ou agrada ou não agrada, é uma coisa de pele às vezes, de primeiro impacto”, continua.

Aos 54 anos, Alexandra revela ainda que a vida lhe trouxe novas amizades. “Sinto que muitas mulheres se têm identificado comigo, no sentido que também ficaram sozinhas, não voltaram a casar, e sabem o que é trabalhar e criar os filhos ao mesmo tempo. Fui ganhando muitas amigas… assim ao longe mas são amigas”, remata.