Jeff Spicer

Nos Estados Unidos o Dia da Mãe é celebrado no segundo domingo de maio, enquanto que em Portugal é no primeiro. Como tal, Angelina Jolie quis relembrar a sua mãe que faleceu em 2007 após uma longa batalha contra cancro no ovário. Marcheline Bertrand tinha apenas 56 anos.

O texto, publicado no jornal New York Times a 9 de maio, revela como foi para a atriz perder a mãe aos 30 anos. "Quando olho para trás, vejo o quanto a morte dela me mudou. Não foi repentino, mas muito mudou por dentro. Perder o amor e o abraço quente e suave de uma mãe é como ter alguém a arrancar um cobertor protetor", lê-se.

Ao longo da homenagem, Angelina conta algumas histórias que vão permanecer para sempre no seu coração, como a tatuagem que tinha na mão direita e que muitos pensam ser um "m" de Marcheline, mas é na realidade um "w" de "Winter", a música dos Rolling Stones que a mãe cantava para si quando era bebé. Uma das lembranças que guarda com mais carinho é a progenitora a acender velas e a colocar o álbum dos Beatles a tocar na noite em que John Lennon foi morto.

A também ativista humanitária fala ainda sobre a personalidade da mãe dizendo que "adorava sentir-se viva. Adorava rir", mas teve muitas dificuldades em ter uma vida profissional como atriz após o nascimento dos filhos e o fim do casamento com Jon Voight.

Quando o pai de Angelina teve um caso extraconjugal a vida da sua mãe mudou. "[O caso] destruiu o seu sonho de vida familiar, mas ela ainda amava ser mãe. Os seus sonhos de ser atriz desapareceram quando ela se encontrou, aos 26 anos, a criar dois filhos [Angelina tem um irmão, James Haven Voight] com um famoso ex que criou uma grande sombra na sua vida", explicou. E acrescentou: "Ela era uma mulher que amava, mesmo depois da perda, e nunca perdeu a graça e o sorriso."

A americana de 44 anos compara ainda a situação da mãe à sua, após a separação de Brad Pitt, com quem tem seis filhos. "Agora sei como é ficar sozinha e envolver aqueles que amo no meu casaco. Conheço o enorme sentimento de gratidão por ser forte o suficiente para mantê-los seguros e aquecidos. Quando os filhos entram na nossa vida, eles ficam para sempre em primeiro lugar", afirmou.