Maria Botelho Moniz

Maria Botelho Moniz

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Não faltou emoção na participação de Maria Botelho Moniz no programa Queridas Manhãs, da SIC. No Jogo da Roleta, a apresentadora foi questionada por Júlia Pinheiro e Cláudio Ramos sobre momentos difíceis da sua vida e não conseguiu conter as lágrimas quando falou da morte do namorado, Salvador, há quatro anos.

Depois de afirmar o que o seu sorriso é o que tem de melhor, Maria revelou quando foi mais difícil mantê-lo: [Sorri] tantas vezes sem vontade. Eu acho que os sorrisos mais difíceis foram ali em 2014, quando vocês me apanharam aqui muito frágil. (…) Para quem não sabe eu fiquei viúva sem ser casada com 29 anos. Ao fim de dez anos de relação, perdi o amor da minha vida e 15 dias depois eu estava no Curto Circuito [programa da SIC Radical] a fazer diretos, sem ainda ninguém saber (…) A notícia não saiu logo e eu voltei ao trabalho e as pessoas ainda não sabiam o que tinha acontecido. E estive a apresentar durante três semanas, a fazer as pessoas rir, completamente destruída por dentro. E acho que esses foram os sorrisos mais difíceis da minha vida”.

Ainda assim, a jovem apresentadora, agora com 34 anos, garante que é uma otimista e explica porquê: “Tenho que ser otimista, senão fico destruída. Há tanta coisa que nos acontece, o caminho tem tantos solavancos que se eu não for uma otimista no final do dia, o que é que eu ando aqui a fazer?”.

Júlia Pinheiro não resistiu e quis saber quando verá a colega novamente apaixonada e feliz. “Não sei. É muito difícil porque eu não me apaixono com facilidade. Eu acho que só me apaixonei duas vezes na vida. Uma vez em adolescente e desta última relação que tive que foram dez anos”, começou por dizer, e depois de Cláudio Ramos por a hipótese da colega ainda estar agarrada a algo que já não existe, a comentadora do programa Passadeira Vermelha reconheceu: “Se calhar. Ou estou apaixonada pela ideia, por aquilo que eu achava que seria a minha vida. Mas a vida tem esta coisa de nos pregar rasteiras e dar muitas voltas e eu acho que estou quase lá, estou quase pronta. Mas acho que vai demorar um bocadinho”.

Em abril último, Maria Botelho Moniz foi novamente posta à prova com a morte inesperada do pai e Cláudio Ramos quis saber qual das dores foi mais forte. “São dores muito diferentes (…) Quando o meu pai morreu disseram-me: ‘Prepara-te que esta vai doer muito porque é sangue’. E doeu, de facto, muito. Mas eu acho que um filho ou uma filha perder um pai ou uma mãe é sempre muito difícil, obviamente. É sempre uma perda gigante. (…) Mas tu cresces a saber que essa é a lei da vida e que isso vai acontecer. Foi uma perda muito grande, mas inconscientemente havia uma parte do meu cérebro que estava preparada para isso. A morte do Salvador eu não estava de todo preparada. Eu tinha 29 anos e ele também. E é perder a pessoa que achamos que vai fazer o caminho ao nosso lado, até sermos velhinhos. (…) Eu acho que foi uma dor mais funda (…) O meu pai é um vazio, é um buraco que fica. O Salvador foi uma facada, mesmo”, disse emocionada.

Ainda assim, a apresentadora diz-se grata por tudo o que a vida lhe deu, embora sinta que, a nível profissional, nem sempre teve as oportunidades que merecia. Contudo, não guarda mágoa: “Sinto que tenho que provar muito, a toda a hora. (…) O meu sonho sempre foi ser atriz, uma grande atriz… a Meryl Streep dos portugueses, o que não vai acontecer. Tenho consciência que não acontece a todos e isso não é uma coisa, não é uma coisa necessariamente errada ou injusta. Somos um país pequeno, somos muitos profissionais, nem todos estão ao mais alto nível e alguns têm que ficar para trás”.

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