O caso de George Floyd está a causar indignação em todo o mundo. No vídeo, que está a circular nas redes sociais, pode-se ver o homem desarmado, no chão, a pedir ajuda enquanto um agente da polícia pressiona com o joelho sobre o seu pescoço, asfixiando-o. “Por favor, não consigo respirar. Dói-me o estômago, dói-me o pescoço, dói-me tudo. Vão-me matar”, gritou o homem em desespero. George acabou por morrer no hospital após estar por pelo menos sete minutos com a zona da garganta sobre pressão.

O norte-americano foi imobilizado por corresponder à descrição de alguém que tentou fazer uma compra com notas ou cartões falsos. No entanto, já foi provada a sua inocência e transeuntes afirmaram que a vítima, de 46 anos, não ofereceu qualquer resistência.

Neste momento são vários os protestos nas ruas de Minneapolis, onde o trágico incidente ocorreu, manifestado-se contra a brutalidade policial e o racismo, uma vez que George era um homem negro.

Stephen Maturen

Várias celebridades também mostraram a sua revolta nas redes sociais como é o caso de Madonna. "Isto tem que parar !! Até que possamos superar o racismo na América, ninguém deve ser portador de uma arma. Que Deus te abençoe, George Floyd. Sinto muito por si e pela sua família. E por todos que foram assassinados sem sentido antes. Será que isto vai acabar? Até lá, f***-** a polícia! Sim, eu disse isto! Estou interessada em Justiça!", escreveu na publicação do Instagram.

"Isto deixa-me absolutamente doente. Isto deixa-me com raiva por este homem ter morrido. Isto deixa-me triste. O racismo é mau. Precisamos de usar a nossa voz! Por favor, pessoal. Sinto muito George Floyd", apelou Justin Bieber.

José Raposo, Albano Jerónimo, Maria João Bastos, Diogo Faro e João Batista foram outros famosos portugueses que não conseguiram ficar indiferentes às imagens chocantes.

Nuno Markl foi outra cara conhecida que demonstrou o seu profundo descontentamento com a punição até agora aplicada aos agentes da autoridade. "Ainda me lembro quando, nas primeiras semanas desta pandemia e do confinamento, se diziam coisas parvas do género "pode ser que a Humanidade aprenda alguma coisa com isto", ou "pode ser que toda a gente saia disto melhor". Eu próprio acho que fui tentado por esse conto de fadas. Que triste pilha da mais refinada tretas. Como se isso fosse possível, num mundo em que um gajo que se pavoneia no Facebook com um boné que diz "Make Whites Great Again" é um profissional da polícia e mata um homem, George Floyd, que não só era inocente de um crime de uso de notas falsas, como não ofereceu qualquer resistência quando abordado por quem o viria a matar. Um homem definido pelos amigos como um “gentle giant” e que foi humilhado e por fim morto por asfixia por um agente da lei. Punição? Até ver, foi demitido. E é isto. Agora, com o acréscimo da fúria e da frustração por ter perdido o emprego, decerto terá mais tempo livre para, em liberdade, prosseguir a sua missão de make whites great again. É o que temos", lamentou.

"Os polícias responsáveis pela morte de George Floyd foram demitidos. Demitidos. Depois de matarem uma pessoa inocente. Depois de ignorarem os seus pedidos de ajuda e depois de o ouvirem dizer várias vezes que não conseguia respirar. Não quero estas pessoas demitidas, quero-as atrás das grades por homicídio, abuso de poder. Ser negro não pode ser uma sentença de morte. Ser negro não pode ser ter de dizer adeus a cada vez mais pessoas que são mortas e esquecidas. Isto é uma preocupação de TODOS", disse Carolina Deslandes.