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Esta segunda-feira, dia 24 de maio, o Chega e o seu presidente, André Ventura, foram condenados em tribunal por "ofensas ao direito à honra" de sete pessoas que residem no Bairro da Jamaica, no Seixal, todas elas da mesma família.

A condenação refere-se à exibição, por parte do líder do partido, de uma fotografia, num debate televisivo das presidenciais com Marcelo Rebelo de Sousa, quando este visitou o bairro em fevereiro de 2019, tendo-lhes chamado "bandidos".

Agora, o Chega e André Ventura terão um prazo de 30 dias para apresentar um pedido de desculpa "escrita ou oral", de "retratação pública" quanto aos factos praticados, publicada pelos meios de comunicação social onde foram "originalmente divulgadas" as "publicações ofensivas dos direitos de personalidade" e na conta de Twitter do Chega.

A advogada da família, Leonor Caldeira, afirmou em declarações à Lusa que recebeu com "enorme entusiasmo" esta sentença pelo que significa para a "afirmação dos direitos humanos" e que vem provar que "humilhar pessoas negras e pobres não é uma arma retórica à disposição de atores políticos". No entanto, foi anunciado que André Ventura vai recorrer da sentença.

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