Charles McQuillan

Esta semana foram apresentados mais documentos ao tribunal britânico no processo de Meghan Markle e de príncipe Harry contra a Associated Newspapers, editores do Daily Mail, por violação de privacidade por publicar excertos da carta que enviou ao pai, Thomas Markle, após o seu casamento real em 2018.

De acordo com o jornal, os documentos mostram que a duquesa de Sussex admitiu ter fornecido informações pessoais aos autores do livro 'Finding Freedon' através de uma terceira pessoa que tinha sido anteriormente abordada pelos autores.

Os advogados de Meghan revelaram que ela estava preocupada que a 'história' de que tinha "abandonado" o pai e "não o tentou contatar" fosse repetida. "Consequentemente, ela indicou a uma pessoa que ela sabia que tinha sido abordada pelos autores sobre a verdadeira situação (que essa pessoa e vários outros que conheciam a requerente já sabiam) e poderia ser comunicada aos autores para prevenir qualquer deturpação adicional", explicaram.

No documento, a mãe de Archie insiste que não sabe se a pessoa em questão chegou mesmo a revelar as informações aos autores do livro. Os advogados de Meghan também afirmam que ela não sabe se a equipa de comunicação do Palácio de Kensington fez contato com os autores da obra em seu nome.

O Daily Mail pode contar com a biografia 'Finding Freedom', autorizada em tribunal como parte do caso, alegando que Meghan tinha cooperado com os autores e permitido que excertos da carta escrita ao pai pudessem ser publicados.

Como parte do caso, o jornal também afirma que Thomas Markle pediu que fossem publicados excertos da carta para esclarecer as coisas porque alguns dias antes amigos da sua filha tinham revelado a sua existência numa entrevista anónima que concederam à revista norte-americana People e ele achou que ficou a parecer que a carta era "amorosa", o que não foi o caso. No entanto, os advogados de Meghan indicam que a cliente não tinha conhecimento da entrevista.