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Sete anos após ter iniciado um processo de adoção, Joana Amaral Dias conseguiu finalmente adotar, Dinis, de dois anos. Em conversa com Manuel Luís Goucha e Maria Cerqueira Gomes, esta sexta-feira, 29 de novembro, recordou todo o processo, revelando que chegou a viver momentos de "desespero".

"Nunca pensámos em desistir. Pensámos em dar um irmão à Luzinha, ela já tem o Vicente, mas tem 24 anos e já é independente", começou por contar, referindo-se aos filhos mais velhos.

"Queríamos adotar, independentemente de termos ou não um filho biológico. Tomei consciência que havia crianças que não tinham uma casa e uma família, sempre achei um absurdo, tantas casas que não têm crianças. Tive mais consciência política quando me dei conta que em Portugal existem 60 mil crianças institucionalizadas... E nós temos condições em casa e amor para dar", explicou, lamentando o facto dos processos de adoção em Portugal serem tão morosos.

"Sete anos para nós é muito tempo, mas para uma criança é a vida toda, uma criança não está sete anos à espera, está 50. A janela de crescimento é completamente diferente", referiu.

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Por fim, Joana Amaral Dias recordou os primeiros dias do pequeno Dinis com a nova família. "Tu tens de o conhecer, mas ele também tem de te conhecer a ti e ao Mundo. A primeira vez que dormiu lá em casa ficou espantado porque nós também íamos dormir. Para ele os adultos não dormiam. Nas casas de acolhimento há sempre um adulto de vigilância", contou, acrescentado que processo de conhecimento da restante família vai ser gradual.

"Como ele fez agora dois anos, vamos fazer uma festa este sábado para todos os amigos e família mais alargada terem uma oportunidade para o conhecerem [...] O Dinis vai saber, é assim que tem de ser, vai saber a seu tempo. Eu, o Pedro, a Luzinha e o Vicente estaremos ao seu lado, assim como a minha mãe e a minha sogra", rematou.