Não está apaixonada, e a última vez que o esteve foi pelo pai do filho. Não se fecha ao amor, também não o procura. Em certos momentos pensa que devia investir nisso, mas acredita que a paixão não se procura e que vem ao encontro de cada um, no momento certo.

Mulher feliz, realizada e de sucesso, Cristina Ferreira lamenta: “A vida e a profissão é que me mostraram que não deves confiar em quase ninguém e isso é triste porque eu gosto muito de confiar em pessoas”.

Se lhe perguntar sobre um grande arrependimento seu a apresentadora não tem um para ilustrar; já sofreu grandes deceções mas, a cima de tudo, garante: "não guardo raiva a ninguém, nem guardo mágoas, eu não faço isso. Perdoo muito facilmente mas também, como muita gente diz, é difícil de esquecer. Há coisas que não voltam atrás”.

No momento em que terminou a relação com o pai de Tiago, Cristina viu a sua vida íntima exposta em praça pública. Arrastados para o escrutínio de terceiros vieram os que lhe são mais próximos e disso sente-se, ainda hoje, culpada: "Eu não me vou perdoar, nunca, de ter trazido a público pessoas por uma escolha minha. Fui eu que escolhi fazer televisão. Fui eu que escolhi ter uma vida pública, e eu ter feito com que outras pessoas que estavam ao meu lado passassem a ter esse escrutínio público porque estavam ligadas a mim, até hoje, não me perdoo por isso".

Naturalmente, a nova cara da SIC sabe que a culpa não reside em si, mas na forma como a imprensa lidou com tudo: "há pessoas, dessa mesma imprensa, que eu nunca vou perdoar. Fizeram-me muito mal, a mim, e a quem estava comigo. Eu nunca mostrei a minha casa, eu nunca falei, eu nunca dei uma entrevista em conjunto, eu nunca fiz nada disso. Eu não lhes abri a porta, eles arrombaram-ma e isso eu não perdoo”.

Apesar de ter querido manter o resguardo da sua vida íntima, de não ter querido partilhar pormenores e de ter gostado que várias mentiras não tivessem sido criadas, não conseguiu: "É tu não quereres que ninguém saiba e passares, ali, dias e dias: ‘quando é que alguém vai descobrir?’, ‘quando é que alguém vai dizer?’. A mesma coisa quando tu tens hipóteses de te refazer mas não podes ir aqui porque alguém vai ver, podes ter um jantar com alguém que não tem nada ainda, que é uma pessoa que tu estás a querer conhecer e que te apanham nas fotografias, e que no dia a seguir está lá escrito: ‘o namorado da Cristina’. E depois tu fazes o quê? Dizes que é? Dizes que não é? Dizes que a vida é isto, que tu conheces pessoas, que há um tempo para respeitar?".

O período de separação foi muito doloroso, acometeu as duas famílias, mas acabou por gerar crescimento pessoal a vários níveis, até pela forma como a apresentadora fez questão de encarar a realidade: "estive a par de tudo, nunca deixei nada por ler. Chorei muitas vezes e, no fim, deixaram de me magoar. No fim eu percebi qual era a intenção”.

O processo foi longo mas levou Cristina ao rumo certo: “Estive muitos dias no sofá, horas seguidas, sem nada, a não pensar em nada, até eu perceber que eu existia e que tinha que gostar muito de mim e que só gostando de mim eu podia amar os outros e aproveitar aquilo que a vida tinha para me oferecer e quando eu descobri isso, aí, ninguém mais me parou. Foi uma aprendizagem, para aí, de dois ou três anos".

Sobre o passado, o presente e o futuro, remata: "Não tentem inventar o que não existe. Esta pessoa é das pessoas que eu mais amo na vida, para sempre. É pai do meu filho, é família para sempre, e isso ninguém me vai tirar. Não tentem adivinhar, que aquilo que eu tiver que partilhar vou partilhar na hora certa. Mas como não o fiz antes, não me podem exigir que eu o faça depois. É meu, só meu, não é público.

Em grande entrevista ao Expresso, a apresentadora também já havia aberto o coração sobre o final da relação e pode, agora, recordar tudo aqui.