Ivanka Trump e Chelsea Clinton

Ivanka Trump e Chelsea Clinton

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Quando assumiu a presidência dos Estados Unidos, Donald Trump rodeou-se das suas pessoas de confiança e quis ao seu lado, entre outros, a sua filha Ivanka e o marido, Jared Kushner, que tornou seus assessores. Desde então, a ex-empresária tem tido um papel de destaque, representando muitas vezes o pai em momentos importantes, mas a verdade é que pouco se fez ouvir pelas suas próprias opiniões. E é precisamente essa atitude passiva perante a governação do pai e algumas das suas decisões fortemente criticadas, que a sua amiga Chelsea Clinton considera que não está a dar o seu melhor. “Ela é adulta e pode tomar as suas próprias decisões. Quer dizer, ela tem 36 anos. Não tem de concordar com tudo [o que o pai faz], disse ao jornal britânico The Guardian, a propósito da recente viagem da amiga a Jerusalém para inaugurar a embaixada norte-americana que antes estava localizada em Telavive.

Além de terem em comum o facto de serem filhas de homens que já comandaram e comandam o destino dos Estados Unidos, Chelsea e Ivanka conhecem-se e são amigas há muitos anos. Durante as presidenciais de 2016 que deram a vitória a Donald Trump em 2016 estavam em lados opostos – Chelsea defendia a mãe, Hillary Clinton, também ela na corrida à Casa Branca –, mas ainda assim conseguiram manter uma boa relação. Algo que, a acreditar nas palavras de filha de Clinton, tem vindo a mudar. Aliás a própria assume que as duas não falam “há muito tempo”.

Os filhos mais velhos do atual chefe de Estado norte-americano, Donald Trump Jr e Eric Trump, também não foram poupados nesta entrevista: “Eles são adultos e tomaram a decisão de trabalhar nesta administração, mas têm de ser sensatos”.

Chelsea Clinton assume que, embora tenha estado ao lado da mãe quando esta decidiu candidatar-se à presidência dos EUA, nem sempre concordou com ela e que sempre foi ela própria, mesmo que as suas ideias não fossem de encontro às da progenitora. “Tinha muito orgulho em apoiar a minha mãe, mas eu não concordava com ela em algumas coisas fundamentais, como por exemplo o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Nunca defendi essa posição porque não acreditava que esse fosse o caminho certo”, lembrou.