Luís Borges abriu o coração a Júlia Pinheiro. Numa entrevista que irá para o ar esta quinta-feira, 19 de novembro, no programa Júlia, da SIC, o manequim recordou a infância conturbada, falou sobre o divórcio de Eduardo Beauté e ainda sobre a morte do cabeleireiro com quem adotou três filhos.

O manequim partilhou na sua página de Instagram um vídeo de antevisão da conversa onde mostra o seu lado mais íntimo e pessoal, começando por recordar o episódio em que foi abandonado pela mãe biológica quando tinha apenas dois meses de vida.

"Ela abandonou-me numa pensão porque quis ir consumir droga. Foi apanhada pela polícia, teve a oportunidade de me levar para Cabo Verde ou deixar-me em Portugal a mim e ao meu irmão, e ela que simplesmente não quis saber. Fomos os dois para a Santa Casa da Misericórdia", contou.

O manequim foi entretanto adotado por outra família, algo que viria a descobrir quando tinha sete anos de idade. "Eu soube com sete anos que tinha sido adotado e isso para uma criança de sete anos… acho que tentar perceber o que aconteceu: ‘Mas foi adotado porquê?’ e aí fiquei um bocadinho com a sensação que os meus pais adotivos não me queriam", relembrou.

Um dos outros momentos difíceis da vida de Luís Borges foi quando se divorciou de Eduardo Beauté ao fim de cinco anos de casamento e com quem adotou três filhos, Bernardo, Lurdes e Eduaurdo.

"Acho que foi das piores alturas da minha vida, sem dúvida, quando eu me decidi divorciar. A imprensa começa a escrever e o Eduardo começa a falar coisas que não eram verdade que as pessoas acreditavam. Depois começam as ofensas na Internet, mensagens anónimas. Portanto, foi um dos momentos muito complicados", explicou.

Entretanto, em setembro do ano passado, o manequim recebeu a inesperada notícia da morte do ex-marido, na sequência de uma embolia cerebral e "o mundo desabou". "Como é que eu vou contar aos meus três filhos que eles não ver vão mais o pai? Essa era a minha preocupação. A Luca era a menina do papá. Como é que ela não vai mais brincar com o pai", recordou, sem conseguir conter as lágrimas. "Foi muito duro quando eu cheguei lá a casa e vi, realmente, que não havia nada a fazer", completou.