António Raminhos

António Raminhos

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Este sábado, dia 21 de junho, o país acordou com uma notícia inesperada e muito triste: Pedro Lima foi encontrado sem vida na praia do Abano, em Cascais. As autoridades admitem suicídio, uma vez que o ator terá deixado uma carta de despedida à família. No entanto, ainda não foi confirmada a causa da morte.

Já inúmeras figuras públicas prestaram homenagem ao ator nas redes sociais. Dadas as circunstâncias, António Raminhos quis fazer uma reflexão sobre problemas de saúde mental. “Ninguém sabe aquilo que nos vai na cabeça. E, muitas vezes, não partilhamos por medo, dor, porque achamos que ninguém vai compreender. Até ao dia que, por alguma razão, percebemos que há mais alguém que pensa como nós. Que já sofreu como nós. E para perceber isto, basta abrir o coração sem medo. Não guardem aquilo que não precisam. Falem, contem e, SOBRETUDO, procurem ajuda”, começou por escrever.

"Entre o céu e a terra há muita gente que compreende o nosso caminho. Ninguém sabe aquilo que nos vai na cabeça, por isso se têm vontade abraçar... abracem! Se têm vontade e precisam de ser abraçados procurem esse abraço. Se não têm ninguém que vos abrace (e não interessa a razão), abracem-se a vocês mesmos", continuou o humorista.

O comediante prossegue fazendo um apelo para que os seguidores procurem ajuda caso necessitem. "Muitas vezes, quem mais ama os outros é que mais tem dificuldade em amar-se a si próprio e essa é base. E, por isso, volto a repetir... procurem ajuda como eu e outros o fazem. Procurem a paz na compreensão de que todos somos falíveis, todos erramos, todos sofremos, todos magoamos, todos amamos, todos odiamos... faz parte da nossa condição. [...] Cada segundo é uma oportunidade para nos amarmos a nós próprios mesmo que isso implique cair vezes sem conta, porque ao contrário do que pensamos há muita gente entre o céu e a terra que trabalha para nos levantarmos.... sejam aqueles que estão ao nosso lado como família, psicólogos, centros de ajuda, amigos... sejam os que estão noutro plano qualquer".

Por fim, António Raminhos fez referência a Pedro Lima: "Não sei o que aconteceu ao Lima, de quem gosto muito, nem interessa. O que interessa é que ninguém está sozinho por muito que pareça. Falem, sem vergonha, procurem essa ajuda agora e que, sobretudo, se amem como seres imperfeitos que somos para que não procuremos encurtar o nosso tempo e que para que quando chegar a nossa hora (esperada ou não pelos outros) já sabemos o que nos espera do outro lado", rematou.