Diana Chaves tem 37 anos e voltou ao Alta Definição da SIC, agora, mais madura. Na entrevista em que contou ao pormenor como foi o pedido de casamento de César Peixoto e em que recordou a morte do ex-namorado Rodrigo Menezes, recordou também a memória da mãe.

Diana tinha 11 anos quando a mãe morreu, vítima de cancro. Ainda assim, garante: Eu tive uma infância, ainda assim, muito feliz. A minha mãe era a melhor mãe do mundo e as memórias que eu tenho são essas. Ela acompanhava-nos muito na escola, na natação, aquelas coisas. Era muito presente. As minhas memórias pararam aí.”.

Daniel Oliveira pergunta se ultrapassou este momento naquela idade ou só mais tarde, ao que Diana responde acreditar ter sido só mais tarde. Com 11 anos “não se faz muita coisa, resigna-se. Eu lembro-me de pensar ‘mas porquê? Que mal é que nós fizemos?’, pensava que estas coisas só aconteciam aos outros, ‘a minha mãe?! E agora?’ Isso lembro-me perfeitamente de pensar. Essa raiva eu acho que é transversal a todas as perdas, sobretudo quando são repentinas.

Lembra-se do momento em que se despediu da mãe e percebeu que seria uma despedida: “Fomos despedir-nos da minha mãe, não sabíamos bem que era uma despedida, mas eu apercebi-me de alguma coisa. A minha irmã Petra, que é mais velha, de certeza que percebeu, a Sara não que era pequenina e eu percebi que aquilo não era uma visita normal, percebi que era algo mais..

Apesar de, com 11 ano, não ter noção das possíveis consequências do cancro, diz que sabia que era muito grave porque foram-nos pondo a par disso e precavendo que podia acontecer uma coisa muito má. (…) Diziam-me para rezar à noite e eu rezava, só que depois… não. E lembro-me de ter ficado muito revoltada e relação a isso. De ter pedido e de não me terem ouvido.”, confessa Diana.

Do momento em que lhe contaram que a mãe tinha morrido guarda uma “recordação doce” e explica o que quer dizer com isto: “Foi na manhã seguinte. Sei que estava a minha avó e uma prima da minha mãe que nos era muito próxima e foi ela que nos contou. Eu tenho essa recordação e foi um momento tão doce… Foi horrível, claro que foi! Mas a doçura com que ela disse aquilo e a forma como pôs as coisas... Claro que nós depois criamos também as nossas memórias, não sei se depois já fui eu que idealizei… não sei.”.

Emociona-se ao falar da mãe uma última vez na entrevista, esperando que se orgulhe de si e do seu percurso e conta uma história recente. Para começar, enquadra e conta como explicou a Pilar a morte da mãe, com naturalidade: “Quando a Pilar me perguntou ‘a tua mãe? Está aqui a mãe do pai e a tua, onde está?’ e eu expliquei-lhe com toda a naturalidade, porque é assim que quero que ela lide com isso. E disse-lhe ‘a minha mãe é uma estrelinha. Olhas para o céu e a que brilhar mais é ela’, então ela diz-me isso muitas vezes ‘olha ali a tua mãe’.

Mais recentemente, Pilar surpreendeu-a: “Eu vinha no carro e vinha assim incomodada com alguma coisa. Depois vi lá no céu a estrelinha mais brilhante e começo a pensar ‘será que elas nos ouvem mesmo? Será que nos acompanham mesmo para todo o lado?’ e no preciso momento em que estou a pensar isso, a Pilar, que vinha de phones a ver um filme, tira os phones e diz ‘Ó mãe, olha ali a tua mãe!’. Foi a resposta.”.

Mãe de uma menina, afirma que adora a maternidade e que “sempre disse que podia não fazer nada de jeito na vida, mas havia de ser uma boa mãe. (…) Acredito que sou a melhor mãe do mundo… à minha maneira sou.”.