Cândida Batista

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Cândida Batista, de 39 anos, foi uma das concorrentes da primeira edição do Hell’s Kitchen Portugal que mais deu que falar.

Cresceu no Rio de Janeiro, no seio de uma família grande e foi habituada, desde cedo, a encontros acompanhados de boa comida. Já trabalhou com o conhecido chef britânico Gordon Ramsay, em Praga, e está familiarizada com o trabalho em restaurantes com estrelas Michelin. Contudo, o facto de ter uma filha e de querer uma vida pouco mais livre em termos de horários levou-a a apostar num novo conceito: trabalha como chef privada em Viena, Áustria, onde vive desde 2012.

Foi precisamente sobre o seu dia a dia atarefado neste país, a relação com a filha, o seu trabalho como modelo e também a participação no programa de sucesso apresentado por Ljubomir Stanisic que falámos com Cândida Batista.

Cândida Batista

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A cozinha como forma de arte desde a infância

“Quando era criança, passava algumas horas sozinha com a minha irmã, depois da escola, enquanto os nossos pais trabalhavam. Fazíamos sempre panquecas. Eu tinha uns sete anos. Por volta dos nove, lembro-me de ter feito meu primeiro soufflé de queijo, que repeti várias vezes. Sentava-me em frente ao forno e ficava a vê-lo crescer”, lembra, numa breve viagem à infância.

A difícil adaptação a Viena, a capital austríaca

“Tem sido difícil e ainda estou a aprender o idioma! O clima é algo com o qual jamais vou acostumar-me”, garante Cândida, que estava habituada ao calor brasileiro. “Não é só a temperatura, mas também a escuridão que se sente durante todo o inverno”, explica.

A vida como chef privada e o trabalho como modelo

“Como cozinheira, não há nada de original no meu trabalho. Depois de anos a trabalhar em restaurantes, escolhi não trabalhar mais por turnos (8 da manhã às 11h00 da noite, ou até mesmo às 2h00 da manhã em dias mais ocupados) e cozinhar em casa dos clientes. A parte mais interessante é a criação de um menu novo a cada evento”, conta-nos.

“Como modelo, eu conto uma história com um toque erótico, mas sem nada explícito e isso é que é desafiante”, acrescenta.

A relação cúmplice com a filha

A chef tem uma filha e partilha vários momentos nas redes sociais que denotam a relação cúmplice entre ambas. “Passamos muito tempo na cozinha, faz parte da nossa rotina. Ela aprecia boa comida, sabe reconhecer boas preparações e também se aventura a fazer pequenas coisas”, começa por dizer, antes de deixar claro que preferia que a filha enveredasse por outro caminho. “Cozinhar não é tão glamouroso como parece. É um trabalho que exige amor e muita dedicação e a remuneração também não é das melhores. Espero que não seja essa a profissão dela! Não é nada fácil”, refere.

Cândida Batista
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Cândida Batista

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Cândida Batista

Rute Palas, Cândida Batista, Francisca Dias e Lucas Fernandes
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Rute Palas, Cândida Batista, Francisca Dias e Lucas Fernandes

O momento em que Cândida Batista abandonou o programa
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O momento em que Cândida Batista abandonou o programa

A participação no Hell’s Kitchen Portugal

Habituada a trabalhar em restaurantes de renome e com estrelas Michelin, o mais alto reconhecimento na área da Gastronomia, Cândida Batista dificilmente se deixaria impressionar pela dimensão da cozinha do programa, como aconteceu com outros concorrentes que trabalham em ambientes mais pequenos.

Contudo, a chef poderia ter-se surpreendido com o facto de haver participantes com vários níveis de conhecimento, desde pessoas que trabalharam no catering dos conhecidos prémios BAFTA, em Londres, a outras que cozinham em refeitórios, por exemplo. Isso não aconteceu, garante. “Achei interessante [essa diferença]. As cozinhas têm sempre uma boa mistura de backgrounds, seja na prática ou até mesmo na educação que as pessoas receberam. O que ajuda individual e coletivamente é a habilidade reconhecer o que não está disposto a aprender”, diz.

Durante a competição houve um dia especialmente dedicado à cozinha portuguesa e o facto de ter crescido no Brasil e depois trabalhado em Praga, na República Checa, e agora em Viena, a capital da Áustria, pode tê-la deixado em desvantagem em relação aos outros concorrentes. “A comida tradicional portuguesa que se serve no Brasil não tem nada em comum com o que vi no programa. Mas acho que o que prejudica mesmo é o facto de ter 45 minutos para preparar um determinado prato. Isso não faz parte da realidade de nenhum cozinheiro e acabou por ser algo que me incomodou muito”, reconhece a concorrente.

A relação nem sempre pacífica com os colegas

“A impressão e as expectativas que alguém possa ter em relação a mim, não são da minha responsabilidade. Tenho tolerância zero para o drama e a fofoca”, afirma. “Na vida real gosto de silêncio e de ter momentos sozinha. O meu namorado sai para uma partida de golfe ou um longo passeio com nosso cão porque ele entende a minha necessidade de ter um intervalo sem interações sociais”, remata.