João Mota foi o convidado deste sábado, 8 de maio, do programa Alta Definição, da SIC. Numa conversa intimista com Daniel Oliveira e entre vários assuntos, o ator deu a conhecer o seu lado mais pessoal, explicando de que forma encara o amor.

"Eu aprendi que não há relações para sempre, mas há pessoas para sempre. As memórias, aquilo que tu imprimes no outro...Isso vai de como tu te deixas ser amado e como tu amas o outro. O mais difícil é construíres o amor. Para mim, não há amores à primeira vista. O que há à primeira vista é uma paixão grande, o amor depois é uma construção. E essa construção, muitas vezes, é desconstruíres-te para construíres algo, com alguém. Isso é o amor", começou por dizer o ator de Serra.

João Mota defende ainda que o amor significa também cedência. "Não é mudares a tua essência, isso não muda nunca. Mas é tu perceberes que têm de haver ajustes, seres flexível, adaptares-te às circunstâncias. Essa construção, para além de ser uma grande jornada de aprendizagem pessoal, é bastante complicada. Se essa construção for forte, amar e ser amado é simples. Parte sempre de ti, do teu amor próprio", explicou.

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"Nessa desconstrução que tu fazes com alguém, esse amor próprio, muitas vezes, é posto em causa e às vezes de uma forma um pouco competitiva. Tu achas que estás numa competição existencial com a pessoa que está contigo. Às vezes não sabemos onde é que estamos, mas enquanto houver amor nós devemos persistir", frisou.

Por fim, o ator acrescentou ainda: "Às vezes coloca-se um nevoeiro muito grande. Não sabemos onde é que estamos, mas disseram-me que o sol brilha lá ao fundo. Para já, ando à procura disso e está tudo bem. O importante agora é perceber que, às vezes, não ver o que está à nossa volta é também uma grande aprendizagem."

Recorde-se que última relação conhecida de João Mota foi com a também a atriz Marina Monteiro. Os dois atores namoraram durante sete anos.