Quatro autores, Bruno Nogueira, Salvador Martinha, Nuno Markl e Filipe Melo, escrevem, em duas horas, nem mais um segundo, um episódio que é representado na segunda parte do programa por Jessica Athayde, Nuno Lopes, Albano Jerónimo, Rita Cabaço e Bruno.

'Princípio, Meio e Fim' estreia este domingo, dia 11 de abril, na SIC. São seis episódios, com cerca de 40 minutos, que prometem, segundo Daniel Oliveira, "agitar e surpreender" os portugueses.

É algo que nós não vemos habitualmente na televisão portuguesa. É um momento feliz para nós, em que estamos a apostar num dos grandes talentos do humor português como é o Bruno, mas tambem a devolver à antena da SIC o Nuno Lopes. A Jessica Athayde que é uma estreia", começou por dizer o director de programas da SIC.

"O que vamos ter a partir de domingo à noite é uma aposta de um humor adulto, que vai certamente surpreender os espectadores. Cada programa tem a capacidade de tornar a nossa vida, neste período em que vivemos, um pouco melhor”, rematou Daniel Oliveira.

JOAO MARIA C

Entusiasmado por regressar à televisão está também Bruno Nogueira, tal como revelou durante a conferência de apresentação do programa.

A ideia nasce da liberdade criativa dada pelo Daniel, pelo meu regresso à SIC onde já tinha sido muito feliz e onde para mim fazia sentido voltar depois do convite, pela confiança e pelo trabalho que ele tem feito e faz. Pareceu-me a altura certa para regressar a este canal, começou por dizer.

"O programa nasce de uma coisa que sempre me fascinou e há pouco espaço para isso na televisão que é a questão do erro e do falhanço", explicou. Em 'Princípio, Meio e fim', o erro é assumido e não pode ser alterado: “Aceitar sempre esse erro e não tentar corrigi-lo ou desculpá-lo”.

O formato é original, como ressalvou Nuno Markl: "Acho que nunca foi feito nada assim. Não estou com isto a ser arrogante, mas de facto fizemos uma coisa que mais ninguém fez. Esperemos que seja boa e fizemos tudo para que seja. Estamos orgulhosos do resultado. É incatalogável".

No programa, autores e atores vão ter o mesmo nível de exposição e de palco, algo que Bruno Nogueira sentia ser necessário. "Há um lado mais glamoroso em ver os atores e há um lado que sai sempre um bocadinho prejudicado que é o de quem faz, que me parece nunca ter o peso igual ao de quem representa. Aqui é também uma homenagem a quem escreve, quem produz, quem cria", rematou.