Foi no programa Era o que Faltava, da rádio Comercial, que Lídia Franco falou pela primeira vez sobre a alegada agressão que sofreu de Adam Driver, ator da saga de Star Wars e Marriage Story.

Lídia Franco teve uma pequena participação no amaldiçoado filme O Homem Que Matou Dom Quixote (2018) de Terry Gilliam- que demorou 20 anos a ser desenvolvido - e que contou com Adam Driver, Jonathan Pryce, Olga Kurylenko e Stellan Skarsgård e a portuguesa Joana Ribeiro.

Há quase um ano, numa entrevista à TV7 Dias, Lídia Franco já tinha comentado que a relação com Adam Driver não tinha sido a melhor. “Odiei trabalhar com o Adam Driver, mas odiei a sério. Péssimo colega! Tratou mal toda a gente. Tratou mal os figurantes … Mais do que tratar mal … Mas é melhor calar-me sobre o que fez, senão ainda me vão chamar mentirosa”, contou.

“Portou-se muito mal comigo. Fisicamente"

Mas foi em conversa com Rui Maria Pêgo e Ana Martins na rádio Comercial que a atriz comentou pela primeira vez a experiência pessoal que viveu com o ator nas gravações. "Ele exigiu num ensaio [em Espanha] que os técnicos saíssem do plateau. Exigia, acho que por contrato, que ninguém podia olhar para ele. Se olhassem, os figurantes eram despedidos, o que aconteceu na hora", conta sobre primeiro sobre as exigências de Adam Driver.

Sublinhando que não se tratou de um episódio de mau feitio, a atriz portuguesa foi mais longe. “Portou-se muito mal comigo. Fisicamente. Agrediu-me”, confessa pela primeira vez. Segundo Lídia Franco, Adam Driver terá feito a agressão em cena num momento “que não tinha nada a ver com a cena”. "Era uma agressão camuflada com uma cadeira”, apelidando o ator de "energúmeno".

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A produção, segundo a atriz, disse que não podia fazer nada. “Você é livre, se quiser, de abandonar [o filme]”, disse Lídia Franco, recordando a conversa. “Eu não abandono este filme”, assegurou a atriz de 76 anos.