Miguel Oliveira e Andreia Pimenta

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Miguel Oliveira foi o convidado do Alta Definição deste sábado, 28 de novembro. Durante a conversa intimista com Daniel Oliveira, o piloto português falou das vitórias, mas também da importância do pai na sua carreira e da relação ‘improvável’ com Andreia Pimenta, filha da sua madrasta.

Lembrando o momento em que decidiu pedir a namorada em casamento, Miguel Oliveira confessou: “Ajoelhar para pedir a mão da Andreia em casamento foi uma das curvas que mais prazer me deu. (…) Qual é o homem que não está nervoso? Só aquele que não tem mesmo a certeza de que aquela é A mulher. Nós começámos a pensar… Sabemos que o homem tem essa responsabilidade de dar o passo e já vinha a nascer aquela vontade… Preparei tudo de forma muito natural, não quis escrever nada. Disse simplesmente aquilo que me veio à cabeça e numa declaração de amor improvisada fiz, então, o meu pedido de casamento”.

Andreia Pimenta e Miguel Oliveira

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A presença da médica-dentista na sua vida é fundamental, como o próprio reconhece: “É um pilar essencial para o meu bem-estar psicológico ter a Andreia na minha vida. Para além da fonte de amor e da nossa relação, que é fundamental e que me traz muita tranquilidade e muita força, acho que também é a base de um grande atleta, de uma pessoa que está sempre focada no seu objetivo e lhe dá aquela força extra e aquele equilíbrio sobretudo”.

O campeão de MotoGP revelou ainda que a primeira reação que a noiva teve quando se conheceram foi “de desdém”. “Ela achava-me muito convencido e eu era um bocadinho convencido. Tinha aquele aspeto… Brinquinho na orelha, cabelo espetado. Ela conheceu-me num dia em que eu estava a andar de mota, com ar de gingão… Tinha 11 anos”, confidenciou, divertido. “Desse dia recordo-me de ter vindo para casa e dizer ao meu pai: ‘Fiquei triste porque não consegui o número da Andreia’”, completou, entre risos.

Andreia Pimenta e Miguel Oliveira com os pais e o irmão

Andreia Pimenta e Miguel Oliveira com os pais e o irmão

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Daniel Oliveira quis saber como é que os dois construíram a relação que os une. “A nossa relação foi-se construindo, em primeira instância, como irmãos à força. Os nossos pais juntaram-se e nós acabámos por ter de viver debaixo do mesmo teto. Ao longo dos anos desenvolvemos uma amizade e, a certo ponto, tornou-se difícil esconder a paixão que tínhamos um pelo outro. (…) Quando vinha das corridas e tinha umas saudades enormes dela, [percebi que era amor]. As vezes em que passava mais tempo fora sentia-me incompleto. Ao longo do tempo, as saudades e o medo de a perder na minha vida para outro rapaz fez entender que a coisa de irmão jamais ia pegar”, explicou, antes de reconhecer que não foi fácil assumir, primeiro para eles próprios e depois perante amigos e familiares.

“Foi um passo difícil porque no momento em que eu e ela nos apercebemos disto já levamos vários anos a sermos apresentados como irmãos. O passo é gigantesco porque, de repente, dizer que não é nada disso, é outra coisa qualquer, causou confusão, o nosso medo era que as pessoas não aceitassem, mas aconteceu totalmente o contrário. Todas as pessoas que conhecemos ficaram incrivelmente felizes por nós e, curiosamente, ao contrário do que pensávamos, não tínhamos aquilo nada bem escondido e muitas delas já desconfiavam”, contou, lembrando que, na altura, tinha 19 anos e os dois já namoravam em segredo desde os 15, 16, mas sempre a achar que, com o tempo, ambos encontrariam outras pessoas e perceberiam que, afinal, aquilo não era tão sério como pensavam.

Andreia Pimenta e Miguel Oliveira

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Por ser conhecido, Miguel Oliveira confessa que teve medo de tornar pública a sua história – “tinha pavor”, diz – com medo do que se pudesse inventar à volta dela, por terem crescido como irmãos.

Mas, afinal, em que momento os pais foram informados do namoro? “Contámos numa situação normal de jantar (…) eu não sei se tinha de ir para uma corrida qualquer e a Andreia vinha acompanhar-me e houve a questão dos quartos, se cada um tinha o seu quarto ou se dormíamos no mesmo quarto e eu disse: ‘claro que vamos dormir no mesmo quarto’. Acho que foi aí que, digamos, nem sequer foi uma conversa, foi simplesmente uma troca de olhares entre os nossos pais. Eles obviamente que há muito tempo já tinham percebido e simplesmente houve uma confissão da parte deles de que estavam muito contentes por nós e que nos apoiavam na nossa decisão, porque o nosso amor era evidente aos olhos deles. (…) Não houve um momento em que, pronto, já podemos andar aí soltos e livres à vontade. Eu acho que nós fomos sempre apalpando o terreno, sobretudo com os nossos amigos, os amigos dos nossos pais…. Começámos a demonstrar um pouco mais de afeto amoroso um com o outro, mas sem exageros”, lembrou.

Andreia Pimenta e Miguel Oliveira

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E o segredo para esta bonita história é, nas palavras de Miguel Oliveira, bem simples: “Por trás do nosso grande amor existe uma cumplicidade enorme e uma grande amizade. A Andreia foi a minha parceira de estudo, a minha professora em muitos dos casos, portanto nós crescemos com uma grande cumplicidade e amizade e isso desenvolveu um grande amor. Hoje em dia ainda é essa amizade que perdura acima de tudo”.

Aos 25 anos, o piloto assume ainda o desejo de ser pai. Reveja a entrevista na íntegra na OPTO!