Delphine Boël e o rei emérito Alberto II da Bélgica

Delphine Boël e o rei emérito Alberto II da Bélgica

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Alberto II da Bélgica recusou durante décadas assumir a paternidade de Delphine Boël, agora com 52 anos. Para que isso acontecesse foi necessária uma batalha em tribunal e um teste de ADN que provou que o antigo rei é, efetivamente, pai da artista e que esta tem, portanto, os mesmos direitos e títulos que os outros três filhos – Philippe, Astrid e Laurent - nascidos do casamento de seis décadas com a rainha Paola.

Recorde-se que Alberto II assumiu finalmente que era pai de Delphine Boël no passado mês de janeiro. A artista é fruto de um caso extraconjugal do rei emérito com a baronesa Sybille de Selys Longchamps, que terá durado cerca de 18 anos, mas a filha só decidiu avançar com o processo de reconhecimento de paternidade em 2013, depois do monarca ter abdicado do trono a favor do filho mais velho, Philippe, e, consequentemente, perdido a imunidade judicial.

A justiça dá agora a Delphine Boël o direito a uma herança e ao uso do sobrenome do pai. Contudo, não receberá as subvenções pagas pelos contribuintes aos membros da família real.