João Baião e a mãe, Maria Luísa

João Baião e a mãe, Maria Luísa

Reprodução Instagram, DR

João Baião foi um dos convidados desta segunda-feira d’O Programa da Cristina e a conversa girou, essencialmente, de um acontecimento que marcou o último mês da vida do apresentador: a morte da sua mãe, Maria Luísa, no passado dia 7 de outubro.

Sem esconder que não está a ser fácil lidar com a ausência, Baião revelou que houve sempre um fosso geracional que não permitiu falar de todos os temas com os pais e que isso deixa alguma mágoa: “A nossa relação sempre foi muito próxima, mas uma relação diferente. Eu nunca falei com a minha mãe e com o meu pai sobre os meus problemas, os meus medos… Não havia essa abertura. Era aquela coisa mais superficial, embora fosse uma relação profunda e de laços muito fortes. Nunca falámos como hoje falam”.

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Ainda assim, o apresentador da SIC afirma que, nos últimos tempos, as coisas mudaram: “Neste último mês da minha mãe, houve uma coisa que… Eu ia todos os dias visitá-la e, enquanto ela estava consciente, eu dizia-lhe sempre: ‘Mãe, tenho muito orgulho em si, amo-a muito e é uma mulher extraordinária’. E houve uma vez em que ela me disse: ‘Dizes isso agora’. E foi uma coisa que me marcou porque eu devia ter dito mais. Mas não havia essa frontalidade, essa abertura para falarmos, sei lá… de sexo, dos nossos problemas, do que eu vivia na escola. Mas essa frase vai ficar [na minha memória].

João Baião mencionou ainda o facto de sempre ter tido medo do dia em que tivesse de se despedir de Maria Luísa. “Eu acho que a morte do meu pai me tocou um bocadinho mais porque ele foi sempre, ao longo da vida, mais forte. A minha mãe sempre foi mais frágil em termos de saúde. E eu sempre me habituei a ver o meu pai como o suporte da família, eram outros tempos e o meu pai era daquela geração que se sentava à mesa e dizia: ‘Maria, traz-me comida’. Percebem? (…) E quando o meu pai fragiliza e percebemos que ele tinha um cancro no estômago foi o pior baque da minha vida. No caso da minha mãe foi diferente [porque] eu sempre vivi apavorado com o desaparecimento dela (…) e sempre pensei: espero que, se isto um dia acontecer, eu seja um bocadinho mais crescido para não sofrer tanto e para não precisar tanto dela. Mas não é assim, não se tem idade [para perder uma mãe], reconheceu.

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O apresentador, de 58 anos, contou também que, no verão passado, estava de férias na Croácia quando a mãe piorou e que regressou nessa mesma noite a Portugal. Maria Luísa viria a recuperar após ver o filho, que confessou sempre ter pensado que também a mãe partiria, tal como o pai, na véspera do seu aniversário. E assim foi.