Esta sexta-feira, 29 de novembro, Rui Maria Pêgo publicou um texto comovente nas suas redes sociais sobre os primeiros passos que deu no mundo da televisão.

O atual locutor de rádio estreou-se no Curto Circuito, programa da SIC Radical, e foi a estes tempos que fez uma ode: "Lembro-me do dia em que decidi concorrer ao casting do Curto-Circuito. Estava no primeiro ano de Direito, tinha carro há pouco tempo (...) Curso esse, na Católica, onde era particularmente infeliz. Sei que imprimi três fichas em casa. Que estava nervoso e que não sabia bem o que era “estar apaixonado”. Preenchi todas as folhas e enganei-me em duas. A que sobrou ía provavelmente com uma nódoa e duas fotografias de um ser que sabia pouco mas intuía que podia ser quem só era dentro do seu quarto, também ali, naquele palco de liberdade", começou por dizer.

Recordou ainda que era desconhecido do público e que assim se manteve durante algum tempo: "Nos primeiros meses de casting não contei muito sobre mim - ninguém sabia de quem era filho ou se dava beijinhos a rapazes (tinha dado poucos à época). Calculo que fosse evidente que só dava um a cumprimentar, tal era a minha incapacidade em articular palavras e horror a “ser bimbo”. Em 2008, a informação não voava à velocidade da luz ou, então, tínhamos todos mais que fazer. Não sei".

No final, mostrou como foram importantes as pessoas que conheceu neste percurso: "Ganhei e tornei-me apresentador de um programa de televisão aos 19 anos. Os meus pais odiaram, chumbei nesse ano e apaixonei-me pela primeira vez um mês depois. Conheci várias pessoas que viriam a ser influentes na minha vida seguinte. Que tempos. Não há nada como não ter filtro e falar durante horas com um boneco amarelo. Fomos absurdamente livres e felizes!"

"Sabem o que vos digo? Façam aquilo que vos dá choques por dentro. Não mudava uma vírgula do meu percurso até aqui e se há coisa que sei é esta : aquilo que nos destrói é só o começo de um mundo maior", rematou Rui Maria Pêgo.

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