Jeff Vespa

Já há alguns anos que o realizador Woody Allen foi acusado por Dylan, a sua filha adotiva com quem teve uma relação amorosa durante 12 anos, de abuso e assédio sexual. Acusação essa que ganhou uma nova força quando se iniciou o movimento social #MeToo, ora recorde. E, apesar do realizador ter negado sempre as acusações, foram várias estrelas de Hollywood que se afastaram.

Recentemente, em entrevista à revista The Hollywood Reporter, a atriz Scarlett Johansson declarou que acredita na inocência de Woody Allen face às alegações de assédio sexual e que voltaria a trabalhar com ele: "Eu adoro o Woody. Acredito nele e voltaria a trabalhar com ele em qualquer altura", afirmou.

Esta atitude por parte da atriz chocou o público porque Scarlett tem sido uma figura ativa no movimento #MeToo. No entanto, Scarlett garantiu que já tinha conversado com o realizador sobre o tema: "Eu vejo-o sempre que posso e já tive várias conversas com ele sobre isso. Fui direta com ele e ele foi direto comigo. Ele mantém a sua inocência e eu acredito nele", declarou a atriz, acrescentando ainda: "Sei que é difícil porque é um momento em que as pessoas estão muito revoltadas, e é compreensível. As coisas precisam de ser faladas, as pessoas têm paixão, sentimentos fortes, estão zangas, e têm razão. É uma fase intensa".

Scarlett Johansson é uma das atrizes mais procuradas de Hollywood. E foi também graças a Woody Allen que atingiu este patamar, depois de terem trabalhado juntos em três filmes, Match Point, Scoop, e Vicky Cristina Barcelona.

O filme mais recente do realizador, Um Dia de Chuva em Nova Iorque, deve chegar a Portugal no final do mês de outubro, depois de ter sido suspendida a estreia nos EUA, graças a estas acusações.