João Xará

Giovanna Antonelli e Mariana Ximenes
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Estão em Portugal, como de resto é habitual. Giovanna Antonelli e Mariana Ximenes estão em Lisboa para serem juradas cerimónia da 47.ª edição dos Emmy. Esta quinta-feira, nos escritórios da Globo, as atrizes brasileiras falaram sobre a carreira, a relação com Portugal e a necessidade produzirem novos papéis.

Integraram a minissérie A Casa das Sete Mulheres, em 2003, mas nunca se cruzaram. No mundo em que cada vez mais as novelas se formam em núcleos, muitos atores acabam por nunca se conhecer. Giovanna Antonelli e Mariana Ximenes são atrizes da mesma geração, das mais requisitadas do Brasil e ambas escolheram peças fluídas da mesma cor para a conversa de quase uma hora com os jornalistas.

A relação com Portugal e pulseira da Jade

"Eu já vivi aqui", começa por dizer sobre o período entrre agosto e dezembro de 2017. Giovanna Antonelli. "Morei durante alguns meses e tenho um afilhado aqui. Pela primeira vez em oito anos eu e o meu marido conseguimos tirar férias juntos", revelou para espanto de Mariana Ximenes. Um ano antes começaram a organizar a agenda e a dos três filhos, que frequentariam uma escola portuguesa.

Dessa altura resgatou algo de Portugal que a levou a fazer uma promessa.“ Vivemos em Portugal intensamente. Foi um presente porque conseguimos ter uma rotina com os nossos filhos que não dava para ter no Brasil. Jantámos juntos todos os dias, os fins de semana eram na companhia de todos. E foi nessa experiência que combinámos, pelo menos uma vez por semana, ter uma refeição todos juntos”. O filho mais velho da atriz é fruto de uma relação anterior com o ator Murilo Benício. Recentemente, a atriz foi até Fátima e mostrou as lesões com que ficou nos joelhos, veja aqui.

Mariana Ximenes diz-se apaixonada por Portugal. "Tenho uma meia irmã aqui e três sobrinhos. Eu também passei aqui dois meses a gravar um filme O Grande Circo Místico, uma co-produção francesa, brasileira e portuguesa", adianta. Continua a ser abordada, sobretudo pela personagem em Chocolate com Pimenta, novela que protagonizou há 16 anos. "Foi uma transformação de um patinho feio que regressou a um local com ideal de vingança, mas que também se queria superar", revela, adiantando que o universo da comida foi um ingrediente fulcral.

Giovanna dispensa o carro em Lisboa. "Aqui faço tudo a pé", garante a atriz que continua a ser parada na rua pelo papel de Jade em O Clone. Uma das produções mais vendidas da Globo que foi um sucesso massivo e que, em 2020, celebra os seus 20 anos. Durante esta conversa, uma fã portuguesa mostrou à atriz uma pulseira com alusão à personagem. Antonelli fez um apelo nas redes sociais para lhe enviarem uma igual, seja de que parte do mundo for. No final da entrevista, ambas trocaram contactos.

A pressão das novelas e as críticas

Uma novela é uma "caixinha de surpresas", confessam. Atonelli assume que cada personagem é uma nova relação na vida. "Entro sempre a pensar que é a melhor da minha carreira", mas é porque eu sou mesmo assim, alertando que elementos da sua equipa a alertam para o seu exagero. Ximenes sabe que apesar do entusiasmo, nem tudo vinga como o esperado. "O público é o termómetro. Acreditamos no projeto e as vezes não pega no público. Fico muito grata quando conseguimos tocar alguém. No fundo, queremos reconhecimento e o aplauso. Mas, muitas vezes, a expectativa é não é um bom ingrediente", admite.

No alto nível de carreira e rendimento que conquistaram, Mariana Ximenes e Giovanna Antonelli ganharam uma segunda pele para as críticas e para o medo de falhar. "Para mim, a crítica e o elogio têm o mesmo peso. Mas no início era um sofrimento. É sempre uma provação, mesmo quando é o sucesso. Querem já saber se a próxima vai ter a mesma repercussão", recordando a pressão no início de carreira. Ximenes conta a falta de uma fortaleza interna, de quando começou a representar, onde o desejo de agradar era imperativo. Mas isso é passado.

Produzir é sobreviver

Antonelli e Ximenes seguem a tendência de várias atrizes de Hollywood como Reese Witherspoon e Charlize Theron, produzem e querem fazê-lo cada vez mais. Mariana Ximenes é produtora em Um Homem Só onde começou por "levantar recursos, a garantir dinheiro". Séries são a sua paixão como A Ilha de Ferro. É em produções deste género que estão as personagens mais caracterizadas, com mais composição e com mais tempo também. "É outra linguagem. Gravamos cinco cenas por dia, em vez de 30 a 40 por dia de uma novela", acrescenta.

“Odeio ser enquadrada. A vida real é de arrepiar. Se vimos isso na rua, então vamos comprar [a ideia], enaltece Giovanna num discurso que tenta passar nas produções em que está envolvida. Quer mais liberdade e mais espaço para errar. A atriz prepara-se para participar na sua segunda série em toda a sua carreira. A produção será dirigida pelo marido. "Maravilhoso. E assim tenho a certeza que temos férias juntos. É um presente. Adoro vê-lo trabalhar, é muito competente e sério. E todo a gente gosta de trabalhar com ele. Estamos casados há 10 anos, somos um casal balão, um puxa sempre o outro para cima", confessa.

Giovanna Antonelli e Marian Ximenes iniciaram na representação muito cedo. "Não se lembram de uma em que não eram conhecidas, mas não tem uma perspetiva negativa pela intensa exposição pública. Olham a fama como um reconhecimento do trabalho.

*No dia 21 de setembro, no canal da Globo, estreia o fílme Um Homem Só. Regra de Jogo exibida na SIC e protagonizada por Giovanna Antonelli será transmitida pela primeira vez no canal. No mesmo dia, 14 de outubro, Força do Desejo, também com Antonelli, focada na segunda metade do século XIX, é emitida.