É provavél que já se tenha sentado numa sala de cinema ou num sofá para ver um destes dez filmes. Mas sabia que as cenas de sexo gravadas que viu não foram de todo simuladas? Espreite o top 10 dos filmes que causaram polémica, um deles em Portugal.

Lie with me (2005)

Leila é ninfomaníaca e passa a noite com vários homens. Um dia conhece David, um artista que vive com o pai, e juntos vivem uma relação tórrida, mas possessiva. A paixão de ambos rapidamente se complica. Lauren Lee Smith e Eric Balfour chocaram a imprensa e os fãs quando admitiram que as cenas de sexo nas gravações do filma canadiano eram foram bem reais.

The Brown Brunny (2003)

O filme estreou em Cannes e causou grande controvérsia. Chloë Sevigny protagoniza uma cena de sexo oral, real e explícita, ao ator e realizador do mesmo filme, Vincent Gallo. Em 2011, a atriz de American Horror Story disse o seguinte: “O que aconteceu é muito complicado. Há muitas emoções. Eu provavelmente terei que fazer terapia em algum momento. Mas eu amo Vincent. O filme é trágico e lindo, e tenho orgulho disso e do meu desempenho”, comentou à Playboy.

Little Ashes (2008)

Instagram

Poucos repararam, mas no mesmo ano em que Robert Pattinson catapultou para a fama com o início da saga Twilight, protagonizou um filme em que interpretava o pintor Salvador Dalí e o seu relacionamento com o poeta García Lorca. Na cena entre ambos, a câmara foca-se na cara de Robert Pattinson. O ator confessou que gravou a cena sozinho e que se masturbou nas gravações: “a cara que faço quando tenho um orgasmo está registada para a eternidade”, disse a uma revista alemã.

Shortbus (2006)

Em 2006, John Cameron Mitchell lançou a comédia-drama sobre um grupo de jovens que tenta descobrir-se em Nova Iorque. No filme as personagens visitam o Shortbus, um salão artístico e sexual. Particularmente na cena final são vários os atores que têm atividades sexuais em frente às câmaras.

Intimidade (2001)

Em 2015, o ator inglês Mark Rylance venceu um Óscar de ‘Melhor Ator Secundário’ em A Ponte dos Espiões (Spielberg). Mas catorze anos antes, o filme francês de que foi protagonista foi amplamente falado pela sua cena controversa. Na história, Rylance é um homem solitário, abandonado pela mulher, e que se encontra semanalmente com uma mulher com quem se envolve sexualmente, mas que não quer conhecer. Até que algo muda. O ator admitiu que a atriz Kerry Fox lhe fez sexo oral. Ao Guardian confessou que gostava de não ter feito o filme.

Love (2015)

O filme de Gaspar Noé não ficou apenas conhecido pelas cenas reais de sexo entre os ator Karl Glusman e Aomi Muyock, mas também por ter lançado Love em 3D nos cinemas. A maior parte das cenas não foram sequer coreografadas.

Caligula (1979)

Pretendia ser um filme político com Helen Mirren e Malcom McDowell sobre a queda de um imperador romano, mas o facto de Bob Guccione, fundador da revista erótica Penthouse se sentar na cadeira de produtor tornou o filme em algo diferente. Depois de terminadas as filmagens, Guccione recrutou vários atores pornográficos para cenas reais de sexo.

9 Songs (2004)

Kieran O’brien e Margo Stileey protagonizaram várias cenas de sexo e de vários ângulos para o filme de Michael Winterbottom. O filme conta a história de uma estudante universitária e um cientista que se conhecem num concerto de rock. 9 Songs tem nove concertos gravados ao vivo, mas é provável que não se lembre de nenhum quando o filme terminar.

O Império dos Sentidos (1976)

É um filme japonês (de co-produção francesa) e conta a história de Sada Abe, uma ex-prostituta em Tóquio, agora empregada de limpeza, e que se envolve com o dono do hotel onde trabalha. A relação começa por ser abusiva para Sada até que o patrão decide deixar a mulher e a obsessão troca de corpo. O filme de 1976 causou extrema controvérsia em vários países como Portugal quando foi exibido na RTP1. Na altura pediram-se demissões e ficou célebre a frase do arcebispo de Braga, D. Eurico Nogueira: "Aprendi mais em meia-hora a ver O Império dos Sentidos do que em 67 anos de vida", disse ao Expresso.

Anticristo (2009)

O filme do polarizante Lars Von Trier narra a história de um casal que se refugia numa casa de um bosque depois de perderem um filho. Charlotte Gainsbourg ganhou o prémio de ‘Melhor Atriz’ em Cannes, mas o filme gerou polémica. Nem Gainsbourg, nem William Dafoe protagonizaram as cenas de sexo vaginal, mas duplos dos mesmos atores.