Luísa Barbosa recorreu às redes sociais para desabafar sobre o que lhe aconteceu na manhã deste domingo, dia 21 de março, quando decidiu dirigir-se até à praia para passear com a filha, Aura, de dois anos. Visivelmente indignada, a antiga apresentadora do ‘Fama Show’ contou que foi travada pela polícia.

"Tenho que vir desabafar porque tenho vindo a falar sozinha, a queixar-me sozinha e qualquer dia dou em maluca. Tentei ir com a minha filha passear para ela por o pézinho na praia. Dentro do meu concelho e cheguei lá e a polícia não me deixou sair do carro porque 'o passeio higiénico tem que se ir a pé'", começou por dizer no vídeo acima, referindo que se tratava da praia da Cruz Quebrada, em Oeiras, e, portanto, na sua área de residência.

"Houve alturas em que as pessoas andavam a passar as fitas que estavam a bloquear o passeio e iam para lá passear. Nessa altura ninguém estava a controlar. Agora que as pessoas já podem porque estamos supostamente fechados em casa há não sei quantos meses é que andam a controlar como nos dirigimos ao nosso passeio higiénico", continuou.

"Uma pessoa com uma criança de dois anos não faz o mesmo caminho a pé que uma pessoa sem crianças", sublinhou, acrescentando que teve que ir distrair a filha com a televisão "porque ela ficou sem paciência".

Luísa sente que a "aplicação das regras é completamente arbitrária" e que existe a "necessidade de apanhar ar e de variar um bocadinho", principalmente as crianças. "A minha criança tem dois anos e já não pode ver o mesmo jardim à frente", afirmou.

"Se estivesse muita gente na praia onde íamos ou no paredão, eu própria ia embora. Tem que haver espaço para a autodeterminação das pessoas e alguma consciência porque também não somos carneirinhos que andam aqui. Se estivessem lá a controlar o facto de haver grandes ajuntamentos, acho que sim", explicou.

"Eu não tive esta conversa com a policia. Não me ia desviar minimamente da sua posição e ainda acabava com uma multa. Estou revoltada [...] Parece-me que, nesta fase, não se devia focar em evitar ajuntamentos por prevenção. Patrulham-se estas zonas e, se houver ajuntamentos, dispersam-se, especialmente quem estiver sem máscara. Tem que haver equilíbrio", rematou.

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