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Este sábado, dia 23 de janeiro, Anna Westerlund recorreu às redes sociais para revelar um novo hábito que adquiriu após a morte do marido, Pedro Lima, e que considera indispensável. A ceramista começou a fazer caminhadas.

"Vou tentar partilhar a simplicidade e a força simbólica do caminho. Depois do Pedro morrer comecei a caminhar, acompanhada ou sozinha as caminhadas tornaram-se momentos indispensáveis na minha vida. A caminhar clarifico ideias, intensifico emoções, respondo a perguntas e procuro paz e força", começou por dizer.

Anna conta o que aconteceu num desses passeios: "O caminho é quase sempre o mesmo. Esta semana tive uma dessas caminhadas boas, porque umas são mais esclarecedoras que outras, em que encontrei dentro de mim algumas respostas e serenei algumas questões. Quando me senti mais tranquila resolvi voltar para trás e fazer o mesmo caminho mas de regresso, que é mais duro a subir, talvez por isso o tenha sempre evitado."

"E o que descobri? Que o caminho ao contrário é um dos caminhos de Santiago. Nunca teria visto as setas senão tivesse escolhido fazer o caminho mais duro de regresso. É preciso ouvir a nossa intuição para vermos os sinais, certo?", acrescentou.

Antes de terminar, a artista deixou ainda uma nota relativamente às medidas de prevenção da Covid-19. "Antes que venham as críticas, caminho onde há zero pessoas e sim são essências para o meu bem estar mental. “Egoísta”? Talvez. Mas quando o nosso egoísmo não colide com a liberdade dos outros e é em consciência com o que se está a passar é altruísmo para com a nossa alma", rematou.