“É isto. É isto que os profissionais de saúde têm para comer durante um turno de quase 11h. Não anda a circular na net, foi uma amiga enfermeira que me enviou... ah e falta uma maçã que já tinha deitado fora porque estava podre! Quem anda a salvar vidas... é isto. E não só! Nos serviços não há roupa para as camas, não há almofadas, não há pijamas, não há roupa interior para os doentes. Isto é uma guerra e nós podemos ser o exército. Como? Identifiquem aqui todas as grandes marcas, hipermercados, hotéis e lojas de vestuário (que podem fornecer a roupa). Se conhecem alguém diretamente, passem a mensagem. Não é altura de apontar o dedo, se querem ser heróis do teclado, sejam a ajudar. E sim, eu sei que há bombeiros a passar pelo mesmo, há camionistas, desempregados... se preferirem fazer isto por esses, força! É altura de fazer alguma coisa dentro da medida de cada um”, apelou António Raminhos nas suas redes sociais.

Os comentários não se fizeram tardar. “Que miséria... se é assim para quem anda a salvar vidas imaginemos para quem é ‘prescindível’...”, escreveu a atriz Patrícia Candoso.

“Já para não falar dos ordenados que recebem. E apoios de risco há??? Pois, sim... É tão triste. Depois é ver por que não temos profissionais suficientes atualmente. Ouvia hoje uma enfermeira a dizer que o problema não eram os equipamentos ou fazer hospitais de campanha, mas sim ter profissionais suficientes. Não há milagres. Mas vemos que para deputados e afins há apoios e pensões vitalícias, etc. Revolta mesmo”, acrescentou a também atriz Andreia Dinis.

“Vamos ajudar quem está na linha da frente.. O que para uns não é nada para outros faz a diferença”, apelou Sara Norte, identificando vários hipermercados.