Bruno Candé e Cecília Henriques

Bruno Candé e Cecília Henriques

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Bruno Candé
Pessoa, actor, pai. Morto a tiro. 💔

Chegou a altura de nos fazermos mais fortes.

Não podemos mais tolerar ideias racistas de amigos, familiares mais velhos (já não entendem...) colegas, funcionários do banco, etc. De qualquer pessoa! Não podemos mais descansar e olhar para o lado e assobiar. Cansa, eu sei. Cansa muito. Quando ouço algum ‘deslize’, reajo. Reacção! Às vezes não apetece ter de explicar, ter de confrontar. ACORDAR O OUTRO. Mas não podemos virar costas.
Foram poucas as vezes que desisti de sair de um táxi depois de um comentário racista. De intervir em algum comentário de um colega, pouco informado a descreditar no racismo em Portugal. Essas poucas vezes em que não gritamos, não devem existir. São perigosas. Cansemo-nos, cansemo-nos e não nos calemos nunca mais. Como parte do nosso privilégio branco, é o mínimo que podemos fazer. Ser vocais quanto à discriminação. Ser vocais na luta anti-racista. Podemos não vir todos do mesmo sítio, nas mesmas circunstâncias, mas acabamos todos no mesmo sítio. Porque se não dermos nós o peito às balas, alguém o terá de fazer. 🥺 Os meus sentimentos profundos à família e amigos do Bruno. NÃO SERÁS ESQUECIDO”, escreveu Cecília Henriques no Instagram, juntando-se, assim, aos vários famosos que recorreram às redes sociais para prestar homenagem ao ator Bruno Candé, assassinado no passado sábado, 25 de julho, por um octogenário que, alegadamente, várias vezes já o tinha “mandado para a terra dele”. Acontece que a terra do Bruno era Portugal, já que, apesar de ser negro, nasceu no nosso país.

Bruno Candé Marques deixa três filhos menores – dois rapazes de seis e cinco anos, e uma rapariga de três - e é descrito pelos que lhe eram mais próximos como “uma pessoa extremamente afável e sociável, o tio preferido dos sobrinhos e um pai brincalhão, dedicado e ligado à família”.

O ator pertencia à companhia de teatro Casa Conveniente desde 2010, tendo também feito pequenas participações em novelas como Única Mulher, da TVI, por exemplo.