Mindy Small

Os protestos contra a brutalidade policial e o racismo nos Estados Unidos, após a morte de George Floyd, levaram a que Ricky Martin refletisse o que ele próprio representava para o país norte-americano.

Em entrevista para o programa de televisão "Suelta la Sopa", o cantor considerou que era uma ameaça para os EUA. “Sou um homem latino, homossexual, casado com um árabe, a viver nos Estados Unidos. Ou seja, eu sou uma ameaça para estas pessoas”, afirmou.

Recorde-se que o músico de 48 anos é casado com o pintor Jwan Yosef, de origem síria e nacionalidade sueca. O casal está junto há mais de cinco anos e tem quatro filhos, Lucia, Valentino, Matteo e Renn.

"Vivo isto todos os dias, não tão exposto porque vivo isolado, em casa, calmo, vou daqui para o meu trabalho, do trabalho volto para casa. Mas moramos aqui, ouvimos as histórias, sentimos”, disse o artista sobre a situação atual do país.

"Eu não cresci a pensar que os EUA eram assim, mas já eram assim. O que acontece é que agora temos câmeras e podemos ver [o racismo]. Nós, como cidadãos, podemos gravar a injustiça e ficarmos enojados. Eu ensino aos meus filhos sobre o amor", continuou.

Ricky Martin deixa ainda uma mensagem de apelo: “Senhores, há que falar de amor, é preciso falar sobre amor: não importa quem tu amas, não importa de onde vens, a tua classe social, ... cor da pele ... Fico enjoado em ter que estar a falar sobre isto em 2020 nos EUA", rematou.

Ricky Martin ao lado do marido, Jwan Yosef

Ricky Martin ao lado do marido, Jwan Yosef

TIBRINA HOBSON