Bryan Adams devia estar esta semana em Londres para mais um espetáculo, mas o novo coronavirus trocou-lhe os planos e os concertos foram cancelados. Esta segunda-feira, dia 11 de maio, o cantor recorreu às redes sociais para mostrar o seu descontentamento face à situação atual no mundo e acusou indiretamente a China de ter "criado" o vírus. É importante relembrar que não está confirmada a origem da Covid-19.

"Graças aqueles que comem morcegos, ao mercado húmido de venda de animais, desgraçados gananciosos, o mundo inteiro está em espera, para não mencionar os milhares que sofreram ou morreram com este vírus", escreveu Bryan na legenda do vídeo acima, referindo-se ao fato de alguns especialistas acreditarem que a pandemia pode ter sido transmitida de animais para seres humanos nos mercados "húmidos" em Wuhan, na China.

Muitos interpretaram o comentário do artista como sendo racista. "As pessoas olham para figuras públicas. Ele é visto como um ídolo por muitos. Isto é tão irresponsável e tão, tão, tão, tão racista", disse a presidente do Conselho Nacional Canadense de Justiça Social da China, Amy Go, à CNS. Amy acrescentou ainda que a atitude do cantor intensificaria o "ódio racista contra os chineses".

Os seguidores de Bryan também não viram com bons olhos o seu texto: "Uau. Que lixo racista vindo de alguém que eu respeitava", escreveu um internauta. "O discurso xenófobo e racista de Bryan Adams já dura há 10 horas. Os danos já foram causados", comentou outro.

No entanto, o cantor de 60 anos foi elogiado por alguns grupos de direitos dos animais que disseram que a sua intenção era promover o veganismo. "É por isso que é crucial que todos se tornem veganos agora para evitar a próxima pandemia", disseram.

Entretanto, hoje o cantor fez um pedido de desculpas no Instagram a todos aqueles que se sentiram ofendidos pelas suas palavras. "Só queria falar sobre esta horrível crueldade animal nestes mercados húmidos que podem ser a possível fonte do vírus, e promover o veganismo. Eu tenho amor por todos", esclareceu.