João Reis e Moussa Marega

João Reis e Moussa Marega

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Continua a dar que falar o momento em que Moussa Marega, jogador do Futebol Clube do Porto, abandonou o relvado após ser alvo de insultos racistas durante o jogo do último domingo, dia 16, frente ao Vitória de Guimarães.

João Reis juntou-se às dezenas de caras conhecidas que deixaram uma mensagem de apoio ao futebolista nas redes sociais. “Nestas coisas, gosto sempre de deixar assentar a poeira, porque há sempre aproveitamentos ilícitos de pessoas que são elas próprias responsáveis por este clima de ódio e caos generalizado que se vive”, começou por escrever o ator da SIC.

“O caso Marega, como se tornou conhecido, exige efectivamente uma reflexão, mas uma reflexão profunda e transversal que se detenha de uma forma séria sobre todas as matérias que envolvem o futebol. Bastidores, comentadores e dirigentes incendiários, claques, comunicados absurdos e tendenciosos, especulações, suspeitas, pressão permanente sobre arbitragens, ódios e rancores acumulados, histórias mal contadas, insinuações, perseguições e um rol enorme de animosidades difíceis de engolir e de explicar. O que se passou com Marega é vergonhoso e devia envergonhar-nos a todos, os que seguem ou querem seguir o futebol com paixão e fairplay”, acrescentou.

“Como é que eu explico ao meu filho, que nasceu em Lisboa, mas que tem o Vitória no coração, que é sócio e me acompanha em todos os jogos, no estádio e na tv, que um jogador que até já representou as nossas cores foi insultado e humilhado de forma ignóbil perante os nossos? Há alguma coisa, a não ser a ignorância pura e o racismo sem piedade que justifique tal atitude?”, questionou ainda o marido da apresentadora da televisão Catarina Furtado.

“Não!! Este não é o meu clube, não é o meu Vitória, não foi o respeito, a alegria, a festa e o prazer de ver um bom jogo de futebol que o meu pai e o meu avô me ensinaram!”, considerou João Reis, antes de deixar um pedido às entidades competentes: “Haja o que houver, a partir de agora chegámos ao ponto da tolerância zero, e é preciso um sinal claro da Federação e do governo para pôr um fim a estas histórias que teimam em repetir-se e a manchar os desígnios do desporto. Lugar de partilha, de tolerância, de igualdade, de superação, de respeito, de festa e de amizade. E se também é verdade que para muitos o futebol se tornou acima de tudo um negócio e uma projeção de frustrações várias, é preciso que os outros, os que ainda são a maioria, se manifestem e afirmem a sua diferença e a sua indignação perante o lixo que nos invade todos os dias. Basta!!”.

Veja no vídeo abaixo a abertura do Primeiro Jornal sobre o caso Marega, por Bento Rodrigues: