Uma longa ovação e momentos de lágrimas e saudade. Assim foi o momento de vitória e de homenagem a Maria João Abreu. Depois de uma atuação memorável de Rodrigo Leão, a família da atriz subiu ao palco do Coliseu dos Recreios.

“Em primeiro lugar queria agradecer ao Daniel Oliveira pela escolha fez, pela aposta, à SIC, à Coral, à CARAS, ao júri e especialmente à equipa de atores e equipa técnica que a João tanto, tanto amava”, disse o marido da atriz, João Soares.

Miguel Raposo enalteceu o caráter da mãe e a marca inegável que deixa na ficção nacional. “Um prémio póstumo vem sempre com uma dose de impotência, mas este prémio espelha uma vida de bondade, de generosidade, de partilha e de altruísmo”, diz, afirmando que a mãe foi “um ser sem par como contribuinte na mecânica do teatro, do cinema e da televisão”

Ricardo Raposo dedicou o prémio a uma pessoa especial. “O nosso dever enquanto artistas é também repercutir a integridade, o pensamento progressista, o amor. Acho que é o nosso dever enquanto artistas, e a Maria João fez sobretudo isso. Queríamos oferecer este prémio à nossa avó, mãe da nossa mãe. Vivam as mães guerreiras e os pais guerreiros”.

A atriz morreu em maio deste ano depois de sofrer um aneurisma cerebral,