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Luciana Abreu abriu o livro da sua vida e falou sobre um dos momentos mais traumáticos: ter sido vítima de violência doméstica. Em entrevista à revista Máxima, publicada esta quinta-feira, 25 de novembro, em que se assinala o Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher, a atriz contou inclusive que já teve que accionar o botão de pânico.

Questionada sobre qual a maior dificuldade de sair de uma situação de violência doméstica, Luciana respondeu: "O que não pode nunca deixar de acontecer é um pedido de ajuda. É o denunciar. Eu só me arrependo de não o ter feito mais cedo, devido à minha profissão, principalmente por causa dos media, com medo de perder trabalho, sendo mãe e pai de quatro filhas. Então fui camuflando a verdade com uma mentira. Com um 'está tudo bem'", disse.

"Mas onde há fogo há fumo, e nós sabemos, na nossa área, como dispersar esse fumo. Na altura em que me libertei do medo foi um alívio muito grande. E tenho pena que não haja um botão de pânico para todos os que sofrem de violência", acrescentou.

A atriz contou que já teve de utilizar o botão de pânico, um aparelho que envia a localização da vítima. "Já aconteceu, tive que o usar. Ativei o botão, e tive uma ajuda imediata. É preciso andar-se sempre com ele, tem um GPS que sabe onde estamos. Pode ligar-se a qualquer momento e ouve-se o que se passa. A outra pessoa, não tem nada com ela, só após o julgamento saberei o que lhe acontecerá. O que me interessou a mim nunca foi uma indemnização, mas sim levar a pessoa a perceber que não pode magoar gratuitamente, não pode insultar, não pode usar a força, não pode humilhar. É uma lição de vida", explicou.