Clara de Sousa foi a convidada deste sábado do programa Alta Definição, da SIC. Numa conversa intimista com Daniel Oliveira, a jornalista falou sobre o seu espírito de superação perante os momentos mais difíceis da sua vida.

“Rapidamente há uma Clara, uma vozinha dentro de mim que diz: ‘Mulher, levanta-te do chão. Tens de te levantar já. Já não podes ficar nisto, não te podes entregar à escuridão' [...] Foi o que eu fiz sempre”, começou por referir.

“O trabalho acabou por ser algo fundamental para mim tanto na morte da minha mãe, como no meu primeiro divórcio, sobretudo, que foi o mais doloroso [...] Eu emagreci, quilos e quilos em ambas as situações porque, de facto, estava muito angustiada, mas encontrei sempre a força para ir trabalhar, começar a ganhar ânimo, ganhar energia, ganhar foco e estar ali”, reforçou.

Clara de Sousa contou ainda como lidou com a pandemia e desabafou sobre o que mudou em si. ”Condicionou de alguma maneira nos primeiros tempos, mas não muito. Nós, apesar de tudo continuámos a trabalhar […] o que alterou e aí é já uma coisa de coração, da forma como eu sinto estas coisas, foram e continuam ser os jornais monotemáticos, o peso do desconhecimento, a dúvida, a insegurança, os nossos […] Felizmente todos nós fomos evoluindo, aprendendo”, explicou

“Mas neste período a minha maior, maior, maior preocupação foi mesmo o meu pai”, confidenciou, lembrando a morte do progenitor a 31 de julho de 2021.

A jornalista da SIC confessou que geriu toda esta fase conturbada com “angustia e choro, tentando estar otimista, mas sabendo que a velhice é uma coisa dura”.

“A falta dos que partem está sempre ocupada naquele cantinho em que eles estão […] Não é física, mas eles estão”, rematou.

Recorde-se que Clara de Sousa vai ser a anfitriã da XXV gala dos Globos de Ouro, que acontece este domingo, 3 de outubro, no Coliseu dos Recreios, em Lisboa.