@madalenacesteves

Cristiana Cunha despediu-se este domingo, 28 de julho, da quarta temporada de Quem Quer Namorar Com o Agricultor?. A jovem foi a pretende escolhida pelo agricultor Aurélio Pinto, para abandonar a quinta de Vilar Seco, em Viseu.

Entretanto, esta terça-feira, dia 20, Cristiana esteve à conversa com Júlia Pinheiro no programa das tardes da SIC onde deu a conhecer o seu lado mais pessoal. Entre vários assuntos, a ex-participante do formato lembrou a infância e adolescência difíceis marcadas pelo bullying vivido na escola, sobretudo por causa dos seus cabelos encaracolados.

"Desde a escola primária até ao 12.ºano. Diziam que não viam para o quadro por causa do meu cabelo, chamavam-me juba de leão, palha-de-aço, limpa vidros [...] Depois também diziam que era uma esfregona para limpar o chão, só faltava virarem-me ao contrário para limparem a sala. Não era fácil. Magoava-me muito", começou por contar

"Eu agora consigo lidar com isso com naturalidade... Eu adoro o meu cabelo, acho que me torna fofinha, gira, diferente, selvagem e única. Mas na altura não e fazia com que eu me isolasse e chorasse. Muitas vezes chegava a casa tão chateada pelas atitudes deles. E depois não era só isso [...] Também me escondiam a mochila, as bolsas, chegaram inclusive a colocar um pionés [na cadeira] e eu sentei-me", recordou.

Estes episódios constantes fizeram com que Cristiana se isolasse casa vez mais. "Não foi fácil, mesmo. Eu isolava-me, preferia estar sozinha do que estar sempre a sofrer o que agora se chama bullying [...]Eu tinha muita vergonha de mim própria e sentia-me mal comigo mesma. Passei quase toda a minha adolescência fechada no quarto a ler ou assim. Mas quase sempre a chorar porque me sentia desconfortável", confidenciou.

Era portanto na família que Cristiana tinha os seus maiores apoios. "Na minha aldeia não me dava quase com ninguém porque não havia quase raparigas, nem rapazes da minha idade. As pessoas mais próximas eram os meus irmãos e o meu primo, Diogo", completou.