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O presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, foi detido esta quarta-feira, 7 de julho.

O repórter da SIC no local, Diogo Torres, avança que o dirigente saiu da sua residência acompanhado por inspetores da Autoridade Tributária e drigiu-se para a esquadra de Moscavide.

O presidente do clube da Luz deverá ser ouvido ainda esta quarta-feira.

ALVO DE BUSCAS

Esta quarta-feira, Luís Filipe Veira foi alvo de buscas, lideradas pelo juiz Carlos Alexandre. Ao que a SIC apurou, a investigação centra-se nos negócios imobiliários do dirigente do clube da Luz, alguns deles que terão lesado o Novo Banco.

Em causa estão suspeitas de crimes como burla qualificada ao Fundo de Resolução bancária, fraude fiscal e branqueamento de capitais.

Estas buscas podem ter sido aceleradas pelas declarações recentes de Luis Filipe Vieira na comissão parlamentar de inquérito ao Novo Banco. Luís Filipe Vieira disse que nunca teve dívidas perdoadas e negou ser um dos maiores devedores. O tom e as declarações chegaram mesmo a indignar os deputados.

LUÍS FILIPE VIEIRA RECUSA SER UM DOS MAIORES DEVEDORES DO NOVO BANCO

Luís Filipe Vieira afirma que nunca teve dívidas perdoadas e nega ser um dos maiores devedores do Novo Banco. Quando foi ouvido no Parlamento, o presidente do Benfica garantiu que não está em incumprimento, mas admitiu que a dívida chegou quase aos 400 milhões de euros.

Os deputados da comissão parlamentar de inquérito ao Novo Banco chamaram Luís Filipe Vieira para o ouvir enquanto acionista maioritário da Promovalor, a empresa do ramo imobiliário que chegou a ter uma dívida de quase 400 milhões de euros ao banco.

Foi uma audição em que muitas respostas ficaram por dar, como tem acontecido com frequência nestas comissões de inquérito. Luís Filipe Vieira não explicou o património que detém. Diz que não tem de o fazer porque não está em incumprimento.

A dívida em causa já não está nas mãos do presidente do Benfica. Há quatro anos foi criado um fundo imobiliário que comprou parte dos créditos. Os ativos incluem terrenos em Loures e Tavira, mas também em Moçambique e no Brasil.

A família Vieira detém 4% deste fundo, o restante está nas mãos do Novo Banco. O problema é que o fundo não vai conseguir cumprir o plano de reembolsos e já pediu à instituição mais dois ou três anos para pagar os 60 milhões de euros que deviam ter sido devolvidos em 2022.

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