João Xará

Tem um lado empreendedor que não parece abrandar, nem mesmo em contexto de pandemia. Isabel Silva tem mil e um projetos, dentro e fora do digital, mas continua a deixar-se seduzir pela televisão. A apresentadora esteve à conversa com o site do Fama Show.

Foi em maio de 2019 que a empresária concretizou um projeto ambicioso: o E-FIT Isabel Silva, um espaço de fitness totalmente dedicado à eletroestimulação. Tudo corria bem quando o negócio foi inevitavelmente afetado pela Covid-19. "Ao fim de um ano em que estava a recuperar o investimento, vem a pandemia e o ginásio teve de fechar portas. Foi muito desafiante", começa por dizer.

Focada na área de comunicação, estratégia e conteúdos, Isabel Silva confiou no sócio (que trata da gestão) e pôs as fichas nos treinos online. "Apostámos também numa comunicação humanizada e tivemos que adiar os objetivos que tínhamos para manter o negócio e a equipa", explica. "Unimo-nos mais do que nunca. E está a correr muito bem. As pessoas têm saudades do que lhes faz bem", afirma, depois do ginásio ter aberto as portas a 5 de abril.

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Mas o ginásio não é a única aventura de Isabel Silva nos negócios. Um ano depois, a empresária lançou a dobem.pt, uma revista digital com dicas de especialistas sobre alimentação, sustentabilidade, mindfulness e exercício físico, a IncríBel (sim, a ler com sotaque do norte), uma linha de barras e snacks nutritivos e a VOA, uma empresa de máquinas que purificam, ionizam e transformam a água da torneira em água alcalina, da qual a apresentadora é sócia.

O coração que fica na mesa de cabeceira

As marcas parecem ser uma extensão natural daquilo que sempre foi o lifestyle de Isabel Silva e é assim que escolhe os projetos que quer abraçar. "Os meus sócios têm que estar alinhados com os mesmos valores que tenho e tento estar sempre perto de pessoas e equipas de cada área. Mas o que seria de mim dar uma aula de personal trainer? Não sou profissional", assume Isabel Silva, defendendo que cada área se complementa, mas que informação dos especialistas é a privilegiada.

Apesar do seu portfólio, a empresária está ciente que nem tudo é um mar de rosas e não está interessada em dizer 'sim' a tudo, numa altura em que cada vez mais as celebridades se tentam desdobrar em projetos digitais. A rentabilidade importa.

"Sou bastante pragmática, mas também emocional. Mas não dou passos maiores do que a perna, mas no que toca a capital humano, no mundo dos negócios, tens de saber que há dias em que acordas e deixas o coração na mesinha de cabeceira. Não podemos viver na utopia. Temos que tornar isto que eu amo fazer e tornar rentável, senão não vale a pena", avança.

Num mundo volátil como é o da televisão, Isabel Silva cimenta não só a sua pegada digital, mas solidifica gradualmente os seus negócios que permitem a sua independência fora da caixinha mágica. Mas para a apresentadora, este mundo que ergue fora dos ecrãs não é assim tão diferente. A paixão da comunicação está lá.

"Todos estes projetos nascem porque há uma paixão por este estilo de vida, mas principalmente pela minha paixão em criar conteúdo que agreguem valor nas pessoas. Informar, provocar consciência, inspirar e depois converter. É o meu propósito, a minha vida é criar conteúdo", sublinha, afirmando que esse espaço reside também ele na televisão.

Quer criar conceitos e programas. "Quero fazer com que as pessoas queiram àquela hora hora sentar-se no sofá para ver o programa porque aquilo vai acrescentar valor nas suas vidas. E nessa medida, eu preciso de voltar a trabalhar em televisão, gosto muito de trabalhar em televisão”, garante.

Isabel Silva

Isabel Silva

Tiago Caramujo