DR

Hugo Sequeira viveu um dos momentos mais difíceis da sua vida quando no dia 21 de julho de 2012 sofreu "um surto psicótico", como revelou, na altura, no programa Querida Júlia, da SIC, uma semana após ter tido alta. O ator esteve internado na ala psiquiátrica do Hospital de Cascais durante dois meses depois de ter caído do segundo andar do prédio onde vivia, na Parede.

O ator chegou a contar que tem uma “herança genética”, uma vez que o seu “avô materno era bipolar” e a “mãe tem problemas psicológicos”, podendo ser essa uma das explicações do surto, mas afirma que por ter medo que lhe "acontecesse o mesmo, sempre fez terapia preventiva". Na altura, Hugo também estava sem trabalho há quase um ano, depois de ter terminado as gravações da novela 'Laços de Sangue', da SIC, onde deu vida à personagem Bernardo Coutinho e contracenou com a atriz brasileira Susana Vieira.

1 / 4

DR

2 / 4

DR

3 / 4

DR

4 / 4

DR

No entanto, Hugo disse que o que terá desencadeado o desequilíbrio psicológico e emocional foi o facto de ter sido afastado do filho, Xavier (que na altura tinha três anos), fruto da antiga relação com a também atriz Dina Félix da Costa, com quem disputava a guarda da criança. "Estive dois meses e três semanas sem poder ver o meu filho, eu que nunca tinha estado mais de 15 dias sem o ver, nem mesmo quando estive no Brasil a gravar novelas. (...) Faz parte do meu tratamento ter o amor do meu filho e se isso não acontecer vou voltar a cair (…) O meu filho e eu somos um só e eu sei que ele precisa de mim, explicou, citado pela SIC Caras.

Nove anos depois do incidente, que fez com que quase perdesse a vida, Hugo Sequeira esteve novamente à conversa com Júlia Pinheiro, no programa Júlia, da SIC, para recordar o episódio traumático que quase lhe roubou a vida. Um entrevista exclusiva que vai ser transmitida na integra esta quinta-feira, dia 27. "Aqueles dias finais até isso acontecer foram uma coisa que eu não desejo a ninguém. O que aconteceu é que me fechei em casa. Tinha ficado sem o meu filho, fiquei muito afetado com isso. Fechei-me em casa, não pedi ajuda a ninguém", recorda.

"Fechei-me em casa só com álcool, que era o que tinha dentro de casa, não que o tivesse ido buscar de propósito. Sozinho", afirma.

"Calculo que tenha sido entre os 10 e os 13 dias, não comia, não dormia, entrei em alucinação completa. Depois, bateram-me à porta, disparo a pensar... 'vou fugir por ali'", conta, referindo que não se lembra desse momento.