Kevin Winter

A princesa Diana não resistiu a um acidente de viação, em agosto de 1997, enquanto estava a ser perseguida pela imprensa em Paris. O príncipe Harry tinha apenas 12 anos quando a mãe morreu, sendo que andar atrás do caixão de Diana no funeral juntamente com o irmão, o príncipe William, o pai, o príncipe Carlos, o tio, Charles Spencer, e o avô, o príncipe Filipe, é uma das sua memórias mais dolorosas.

No documentário 'The Me You Can't See', que conta também com a participação de Oprah Winfrey e Lady Gaga, Harry falou sobre esse momento traumático. “Para mim, o que mais me lembro é o som dos cascos dos cavalos a passar. Era como se eu estivesse fora do meu corpo e apenas a caminhar, a fazer o que era esperado de mim. [Eu estava] a mostrar um décimo da emoção que todos estavam a mostrar: Esta era a minha mãe - nem sequer a conheces", disse a Oprah, citado pelo The Guardian.

O príncipe Harry recorda ainda um episódio com o pai após a morte de 'Lady Di': "O meu pai costumava-me dizer quando eu era mais jovem, ele costumava dizer a William e a mim: 'Bem, foi assim para mim, então vai ser assim para ti'”, relembrou, referindo-se à pressão da imprensa e ao sofrimento mental. "Isso não faz sentido. Só porque tu sofreste, não significa que os teus filhos tenham que sofrer, na verdade, muito pelo contrário - se tu sofreste, faz tudo o que puderes para ter a certeza de que todas as experiências negativas que tu tiveste, pode mudar as coisas para os teus filhos", acrescentou.

Embora a família lhe tenha dito para "jogar o jogo", Harry recusou-se: "Eu tenho muito da minha mãe em mim. A única maneira de nos libertarmos e escaparmos é dizer a verdade". O trauma e a dor levou a que o duque de Sussex tivesse ataques de pânico severos entre os 28 aos 32 anos. “Eu estava simplesmente confuso mentalmente”, afirmou.

"Eu estava disposto a beber, estava disposto a usar drogas, estava disposto a tentar e fazer as coisas que me faziam sentir menos como aquilo que estivesse a sentir", contou, referindo que chegava a beber o equivalente a uma semana de álcool numa sexta-feira ou sábado à noite. "Não era porque eu estava a gostar, mas porque estava a tentar mascarar algo", sublinhou.

Georges De Keerle