Rui Maria Pêgo

Rui Maria Pêgo

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Rui Maria Pêgo esteve à conversa com Mariana Cabral, mais conhecida por 'Bumba na Fofinha', no podcast ‘Reset’, onde o tema foi o fracasso. "Quando se cresce homossexual tu habituaste a lidar com uma espécie de falha antes de tudo o resto, tu tens uma ferida, tu tens uma coisa que não é igual para todos, tu és diferente, e isso faz de ti um alvo. É muito tentador tu viveres em função de uma vitimização a vida toda porque tu viveste situações ou de abuso ou de violência ou de bullying", explicou o radialista.

"Um homem pode ser aquilo que ele quiser. Eu podia estar aqui de eyeliner, não estou porque não calhou. Há uma exigência permanente sobre aquilo que e ser homem e ser mulher", afirmou.

O filho de Júlia Pinheiro contou ainda que na altura em que estava a peça de teatro ‘Avenida Q’ teve "um desgosto fatal", mas esse não terá sido o único. Quando assumiu publicamente a sexualidade, aos 19 anos, teve o seu primeiro desgosto amoroso. No entanto, também já viu o seu coração ser partido por mulheres. "Eu tinha paixões assolapadas por raparigas e depois nunca se materializavam curiosamente", confessou.

Porém, não foi um processo fácil. "Nasci num universo da 'culpa católica'. Em casa a minha vida era liberal e depois na escola não era", afirmou Rui, relembrando o momento em que assumiu aos pais que era homossexual. "Achava que era uma coisa meio perversa e que não tinha muitos exemplos, que era só uma coisa só sexual e que não havia pessoas que tinham relações. Vinha de um contexto muito conservador em que não tinha muitos exemplos", acrescentou.