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Sofia Arruda foi a convidada deste sábado, 17 de abril, no programa 'Alta Definição' com Daniel Oliveira. Naquela que considera ser "a entrevista mais transparente" da sua vida, a atriz falou sobre a infância marcada pela ausência do pai e da resposta inesperada do padrasto.

"O meu pai não morreu. O meu pai decidiu não aparecer. Em miúda pensava muitas vezes: 'Porque é que o meu pai não quer ser meu pai? Será que eu não sou boa filha?'. [...] E não encontras uma razão", contou. "Pensei muitas vezes que a culpa fosse minha, mas não posso obrigar aquela pessoa a gostar de mim ou a querer estar comigo", acrescentou.

Apesar do progenitor ter tentado uma reaproximação quando tinha 11 anos, Sofia não sentiu um vínculo entre pai e filha. "Não sentes aquela pessoa como o teu pai", afirmou. Hoje, não tem qualquer contacto com o pai e só sabe que este vive em Lisboa, pelo menos foi o que ouviu dizer.

Sofia viveu durante vários anos com o padrasto, o pai da irmã, e quando finalmente ganhou coragem para lhe fazer uma pergunta, não recebeu a resposta que esperava. "Houve um dia que eu enchi-me de coragem e perguntei se podia chamar-lhe de pai e ele disse que não. [...] Foi o não mais duro que já recebi na minha vida", relembrou. "Tu só pensas: 'Porquê? Não há ninguém que queira ser meu pai?'", continuou.

A ausência do pai e o 'não' do padrasto fez com que Sofia tivesse uma grande preocupação em dar ao filho "o melhor pai do mundo". E, segundo a atriz, encontrou essa qualidade no marido, David Amaro, com quem tem um filho, Xavier, de um ano. "Sei que nunca vai abandonar o filho", afirmou.