Hunter Biden e Joe Biden

Hunter Biden e Joe Biden

Teresa Kroeger

Não é fácil estar sobre os holofotes quando se é o filho do presidente dos Estados Unidos. Hunter Biden, filho de Joe Biden, já passou por alguns maus momentos que o levaram a um lugar sombrio, mas afirma que a sua vida "não é um tabloide".

O homem de 51 anos reconheceu, em entrevista à BBC, que o nome do pai "abriu portas que não seriam abertas para outras pessoas", mas que isso se tornou "um privilégio e um fardo". É importante referir que em 2019 Donald Trump alegou que Joe Biden tinha pedido a demissão de um promotor ucraniano para proteger Hunter, que era diretor do conselho do Burisma, uma vez que que a companhia de gás ucraniana iria supostamente ser processada por corrupção.

O caso tornou-se publico e gerou muita controvérsia, mas nada foi comprovado. "Não pertenço a um governo, pertenço a uma família", afirmou.

A mãe e a irmã de Hunter, Neilia e Naomi, morreram num trágico acidente de carro em 1972, enquanto ele e o irmão sobreviveram. No entanto, o irmão, Beau, morreu de cancro em 2015. "O meu irmão tinha acabado de morrer, eu separei-me da minha esposa, estava num apartamento sozinho e basicamente bebia até à morte. Foi horrível. Quer dizer, a dor faz coisas engraçadas. E combine isso com o vício e é uma coisa muito difícil de superar", revelou.

Hunter Biden disse que o seu vício se tornou um alvo fácil para as histórias dos tabloides e ataques políticos, mas muitas pessoas identificavam-se. "Acho que o que as pessoas vêem na família Biden é a sua família. Acho que elas vêem toda a tragédia perdida, mas também todo o amor e sinceridade. E acho que vêem que não somos muito diferentes de qualquer outra pessoa ou outra família", continuou.

Foi então que o filho do atual presidente dos EUA decidiu que estava na altura de abrir o coração tornando a sua jornada numa história de esperança. "Não foi um cálculo político, foi do coração", afirmou. E acrescentou: “Já está na altura de começarmos a olhar para o vício como uma questão de saúde mental, ao invés de uma questão ética ou moral”, disse.

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