Renato Seabra

Renato Seabra

Renato Seabra, o aspirante a manequim que foi detido nos Estados Unidos depois de matar e mutilar o cronista social Carlos Castro, em 2011, durante uma viagem, pediu para cumprir o resto da pena em Portugal, mas isso foi-lhe negado. O jovem natural de Cantanhede terá de permanecer na prisão de alta-segurança americana onde se encontra pelo menos até 2036, de acordo com o Correio da Manhã.

Recorde-se que a pena – que nessa altura poderá passar de 25 anos de prisão para prisão perpétua – foi conhecida em dezembro de 2012, um ano depois do crime macabro que deixou o país em choque. Em Portugal, os reclusos podem sair em liberdade condicional após cumprir cinco sextos da pena e terá sido esta nuance da lei portuguesa que levou a justiça americana a recusar a extradição.

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Assim sendo, só dentro de 15 anos será revista a condenação de Renato Seabra e, caso os juízes considerem que a reinserção do jovem na sociedade não é possível, ficará preso para sempre.

O homicídio ocorreu a 7 de janeiro de 2011. O conhecido cronista social Carlos Castro, de 65 anos, foi encontrado morto no quarto de hotel que partilhava com Renato Seabra, com quem tinha viajado para Nova Iorque para passar o fim de ano. Sabe-se que os dois protagonizaram uma discussão acesa que acabou com o jornalista morto e mutilado com um saca-rolhas. O jovem aspirante a modelo foi encontrado horas mais tarde, completamente desorientado e a precisar de assistência médica. Pela natureza do crime, está a cumprir pena numa das mais reputadas prisões de alta segurança dos Estados Unidos.