Gianna e Kobe Bryant

Gianna e Kobe Bryant

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Foi tornado público o relatório da investigação ao acidente que vitimou Kobe Bryant, a antiga estrela dos Lakers, aos 41 anos, uma das suas filhas, Gianna, de 13, e outras sete pessoas, incluindo o piloto. A tragédia ocorreu a 26 de janeiro de 2020, na Califórnia, e, de acordo com o National Transportation Safety Bord (NTSB), o responsável foi quem estava aos comandos da aeronave.

No relatório, a autoridade que investiga os acidentes aéreos nos Estados Unidos conclui que o piloto, Ara Zobayan, ficou “desorientado após leitura errada dos instrumentos de voo” e também pelas condições climatéricas. "A velocidade excessiva com que entrou nas nuvens, o ritmo de descida muito elevado e a rotação para a esquerda eram incompatíveis com o seu nível de treino", lê-se no documento. “Quando um piloto percebe erradamente a altitude e velocidade do aparelho, isto chama-se ilusão somatográfica, que pode causar desorientação espacial. Quando se voa sem referências externas, o ouvido interno pode dar-nos uma falsa sensação de orientação e pode perder-se a sensação de aceleração ou inclinação”, explicam ainda os peritos.

Kobe Bryant com a mulher, Vanessa, e as filhas, Natalia, Bianka e Genna, em 2017

Kobe Bryant com a mulher, Vanessa, e as filhas, Natalia, Bianka e Genna, em 2017

Getty Images

Na tentativa de sair da zona de nevoeiro, o piloto subiu até aos 1200 metros e, logo de seguida, o aparelho despenhou-se. A investigação aponta ainda a inexistência de um plano B por parte de Ara Zobayan, que nem terá colocado a hipótese de aterrar num aeroporto local até que o mau tempo passasse.

O relatório conclui ainda que o aparelho não tinha a obrigatória caixa negra, ou pelo menos não foi encontrada, que permite apurar minuciosamente a causa dos acidentes.