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O Mágico de Auschwitz’ e ‘O Manuscrito de Birkenau’ são os mais recentes livros de José Rodrigues dos Santos que não recebeu a reação esperada. Nas duas obras, o apresentador relativiza os acontecimentos nos dois campos de concentração nazis localizados no sul da Polónia.

Falando sobre os livros no programa Grande Entrevista, José referiu que a trágica situação foi um "processo gradual de adaptação" e referiu que o pensamento daquela altura era, do género, 'Estão nos guetos, estão a morrer de fome, não podemos alimentá-los. Se é para morrer, mais vale morrer de uma forma mais humana. E porque não com gás?'". Os internautas ficaram furiosos com as declarações.

Um dos críticos é Pedro J. E. Santos, um jovem de 20 anos, estudante de Medicina, que ficou indignado com o que o jornalista da RTP1 e decidiu publicar um texto no jornal ‘Correio do Ribatejo‘. Pedro começa por contar que há três anos visitou os campos de extermínio Auschwitz - Birkenau com o pai e ficou chocado com o que viu.

"Ninguém fica indiferente ao passar pelo portão principal daquele que foi o maior campo de extermínio nazi. "Arbeit Macht Frei" (que ironicamente significa: o trabalho liberta) ainda simboliza a condenação à morte de gente que nunca cometeu qualquer crime", disse.

Contrariando José Rodrigues dos Santos, não é através da leitura que o leitor de 2021 consegue recuar até 1944. Para sentir os cheiros, as cores e as emoções de Auschwitz é preciso ir lá. (…) Em Auschwitz não há magia. Em Auschwitz encontrei muitos óculos de gente que já não vê, muitas malas de gente que nunca regressou, muitos brinquedos que ficaram por partir. Em Auschwitz, só existe morte e muitas lágrimas“, destacou.

Ao contrário de José Rodrigues dos Santos, não aceito o inaceitável nem me esforço sequer em humanizar toda aquela matança. Ao contrário do que pensa José Rodrigues dos Santos, não se pode normalizar um ato de puro ódio", acrescentou Pedro, referindo-se às palavras proferidas pelo apresentador no programa da RTP. "Ao contrário do que disse José Rodrigues dos Santos, importa sim, e muito, defender a verdade“, sublinhou.