Renato Seabra

Renato Seabra

Carlos Castro foi assassinado em Nova Iorque a 7 de janeiro de 2011. O cronista social tinha 65 anos e Renato Seabra, de 21, que tinha viajado com ele dias antes para os Estados Unidos para festejar o fim de ano. O jovem acabou condenado pelo crime com contornos macabros e tem apenas a possibilidade de ser libertado e expulso do país em 2035, podendo também a justiça americana decidir que, afinal, se aplica a prisão perpétua.

O aspirante a manequim, natural de Cantanhede, cumpre pena na Clinton Correctional Facility. De acordo com as últimas informações divulgadas, por Hernâni Carvalho, Renato Seabra é um recluso de comportamento exemplar, ocupando o seu tempo a confecionar roupas, estudar e até ajudar nas missas celebradas no estabelecimento prisional.

Esta prisão, conhecida como ‘a Sibéria de Nova Iorque’, por estar situada perto da fronteira com o Canadá e o clima ser bastante rigoroso, existe de 1844 e é considerada uma das que tem piores condições no país. “Tem a ver com o tipo de crime que aconteceu (…) É uma prisão onde existem dois mil reclusos e, para cada três, existe um guarda. Há muitos guardas, eles sentem-se controlados”, explicou também o jornalista da SIC Hernâni Carvalho há cerca de dois anos. As visitas de familiares e amigos, nomeadamente da mãe, Odília Pereirinha, que nos primeiros tempos viajava regularmente para os Estados Unidos para apoiar o filho, são cada vez mais raras.

Renato Seabra e Carlos Castro

Renato Seabra e Carlos Castro

Por explicar continua o que aconteceu exatamente na noite do crime que chocou Portugal. Carlos Castro e Renato Seabra terão discutido e o cronista social foi brutalmente assassinado num quarto do 34.º andar do Hotel Intercontinental, em Times Square. O aspirante a manequim deixou o local depois dos atos macabros e a polícia só foi chamada horas depois, quando Carlos Castro foi encontrado já cadáver, com agressões na cabeça e sexualmente mutilado. Renato Seabra foi encontrado pelas autoridades, desorientado, com cortes nos pulsos, depois de, alegadamente, ter tentado suicidar-se. Acabou por ser internado na ala psiquiátrica do Roosevelt Hospital e depois foi preso.