Maria João Bastos foi uma das convidadas da programa Júlia desta terça-feira, 5 de janeiro. Numa conversa intimista com Júlia Pinheiro, a atriz recordou a infância, lembrou os projetos no Brasil e falou sobre as saudades que sente do pai, que morreu há vários anos.

"A saudade é minha aliada porque é o que me aproxima do que me falta", começou por dizer.

"Faltam-me as pessoas que não estão já na minha vida. Eu perdi o meu pai muito cedo, com 18 anos, e o meu pai sempre me fez muita falta, muita, muita, mesmo. Coisas tão simples como ir comprar o meu primeiro carro. Somos quatro mulheres. A quem é que eu perguntava que carro podia comprar? O meu primeiro apartamento? Coisas assim", recordou, emocionada.

"Senti e sinto muita falta, muita saudade. Mas, eu lido muito bem com a saudade porque eu utilizo-a como minha aliada", frisou.

"Acordo um dia em que eu sinto que estou um bocadinho mais triste [...] Naquela uma hora eu vou permitir-me estar triste, eu vou permitir sentir saudade, eu vou fazer tudo para sentir saudade. Sentar-me num lugar, agarrar em fotografias, ler, chorar, sentir saudades. São esses momentos que me permitem estar próxima. Se eu não sentir isso, como é que eu vou estar próxima dele ou das pessoas que me fazem falta, como os meus avós? Eu não vejo como um momento doloroso, eu vejo como um momento de entrega a uma falta, a uma saudade", referiu.

Maria João Bastos assumiu ainda que sentiu revolta na altura em que recebeu a notícia da morte do progenitor e destacou o apoio da mãe e das duas irmãs.

"Honestamente não sei se vivi exatamente o luto a 100% . Eu tinha uma grande preocupação, que era uma preocupação de todas nós, que era fazer com que as outras não percebessem que estavam todas a sofrer", recordou, acrescentando: "Essa preocupação fez-me disfarçar muitas vezes alguns momentos".