Diogo Martins, ator que atualmente dá cartas na série Golpe de Sorte, foi um dos convidados do programa Júlia, na SIC, esta quarta-feira, 14 de setembro. O ator concedeu uma entrevista intimista a Júlia Pinheiro, onde, a dada altura, falou sobre a morte súbita da mãe há dois anos.

"É difícil, mas acho que temos que nos focar nas coisas boas.. Eu tive a sorte de ter uma mãe e tive a sorte de poder conviver com ela durante 26 anos...há pessoas que não têm essa sorte.. É cedo, claramente que é cedo. Amava tê-la até ao fim, mas, por outro lado, eu sinto-a", confidenciou, visivelmente emocionado, com a voz embargada.

"Realmente há uma energia que fica, que não se explica e eu sinto isso em minha casa, que é o sítio onde estou melhor, porque eu sei que ela ainda anda por ali", acrescentou.

"Ela era super orgulhosa e tinha sempre alguma palavra a dizer-me...Tenho tantas saudades dela...Eu não sabia o que era viver sem ela e é mesmo difícil", contou, revelando, em seguida, que os filhos eram a sua prioridade.

"Ela vivia para os filhos, sempre viveu, ela metia os filhos à frente de tudo e teve a sorte de conhecer o meu sobrinho e de me ensinar algumas coisas antes de ir e eu levo sempre isso no meu peito", frisou.

Por fim, Diogo Martins falou sobre o seu regresso à casa dos pais, após a morte da mãe. Nessa altura o seu pai estava a morar sozinho. "O meu pai sempre teve a presença da minha mãe e teve todos os dias da vida dele ou grande parte, com ela e eu imaginei e coloquei-me no lugar dele: ' O que seria agora, de repente, ele ficar sem ninguém?'. Eu já não vivia com ele, o meu irmão também não e percebi que aquela ausência - e eu sei hoje - ninguém consegue preencher. Não há ninguém, nenhuma pessoa na vida que consiga preencher a ausência de uma mãe ou de uma mulher, neste caso" , rematou.